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OpenAI anuncia US$ 17 mi para missão científica do DOE
OpenAI se compromete com US$ 17 milhões para apoiar a Missão Genesis do DOE, oferecendo acesso a modelos de IA, créditos de API e ferramentas especializadas a pesquisadores dos EUA.
A OpenAI anunciou um compromisso de US$ 17 milhões com a Missão Genesis do Departamento de Energia dos Estados Unidos (DOE), iniciativa que reúne 17 laboratórios nacionais, universidades e indústria para integrar inteligência artificial à pesquisa científica federal. O pacote inclui US$ 4 milhões em acesso ao Codex para cerca de 2 mil pesquisadores, US$ 3 milhões em suporte de API para duas campanhas científicas de larga escala e até US$ 10 milhões em uso de API mediante gasto de US$ 2,5 milhões – na prática, um subsídio de US$ 7,5 milhões. Além disso, pesquisadores selecionados de biologia terão acesso ao GPT-Rosalind, modelo especializado em biociências, e líderes de laboratórios nacionais receberão acesso antecipado a modelos e funcionalidades.
A Missão Genesis, lançada pelo DOE no ano passado, tem como objetivo dobrar a produtividade e o impacto da pesquisa e inovação americanas em uma década, combinando IA com dados federais, supercomputação, instalações experimentais e equipes especializadas. A OpenAI já vinha colaborando com o sistema de laboratórios nacionais: em uma sessão com nove laboratórios, mais de mil cientistas testaram modelos de fronteira em problemas específicos de domínio. A empresa também implantou modelos de raciocínio avançado no supercomputador Venado, do Laboratório Nacional de Los Alamos, como recurso compartilhado entre os laboratórios da Administração Nacional de Segurança Nuclear.
As duas campanhas científicas iniciais incluem a busca por supercondutores de alta temperatura que operem em condições práticas, com potenciais benefícios para energia, transporte e segurança nacional, e um Atlas da Fronteira Acessível por Máquina, que mapeará onde a IA já pode gerar avanços científicos usando conhecimento e dados existentes. A OpenAI também expandirá o acesso a capacidades cibernéticas avançadas para pesquisadores de segurança cibernética dos laboratórios nacionais que trabalham na proteção de sistemas críticos.
A empresa ressalta que nenhuma entidade isolada pode realizar essa transformação sozinha – governo, laboratórios, universidades e indústria precisam atuar em conjunto. O objetivo é transformar a IA de fronteira em infraestrutura científica estratégica nacional, renovando o modelo de liderança científica que historicamente impulsionou o poder americano. O compromisso de US$ 17 milhões soma-se a esforços anteriores da OpenAI com o DOE e sinaliza uma aposta de longo prazo na integração de modelos avançados ao ecossistema de pesquisa dos Estados Unidos.