OpenAI e Jony Ive preparam alto-falante inteligente do tamanho de um disco
O dispositivo, que deve custar mais de US$ 300 e ser lançado em 2027, é um alto-falante sem tela, em formato de rosquinha, com câmera e sensores, e promete interação mais natural que o ChatGPT.

A OpenAI, criadora do ChatGPT, está desenvolvendo seu primeiro aparelho físico em parceria com Jony Ive, o designer responsável pelo visual do iPhone. Segundo informações do jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, o dispositivo tem formato de rosquinha, é do tamanho de um disco de hóquei e funciona como um alto-falante inteligente, mas sem tela. A previsão é que ele chegue ao mercado em 2027 por um preço acima de US$ 300.
O aparelho funciona com bateria e pode ser carregado com uma mão pela casa, parecido com o extinto alto-falante Tap, da Amazon. Ele tem partes móveis que se mexem sozinhas para indicar quando está respondendo ou interagindo com o usuário, além de luzes, câmera e outros sensores. Internamente, roda uma versão mais avançada do modo de voz do ChatGPT, aquela em que você conversa com a inteligência artificial como se fosse uma pessoa. A diferença é que, neste dispositivo, a interação será ainda mais natural e humanizada, segundo as fontes de Gurman.
A parceria com Jony Ive não é por acaso. O designer deixou a Apple em 2019 e desde então trabalha em projetos próprios. A OpenAI, por sua vez, quer sair do mundo dos softwares e aplicativos para criar um hardware próprio que rivalize com assistentes como a Alexa, da Amazon, e a Siri, da Apple. O fato de o dispositivo não ter tela e ser portátil sugere que a empresa aposta em interação por voz e gestos, sem depender de um smartphone. Ainda assim, o preço acima de US$ 300 coloca o produto em uma faixa premium, acima de concorrentes como o Echo Dot.
Para o usuário comum, a novidade ainda é distante: o lançamento está previsto para daqui a dois anos. Se confirmado, o aparelho pode ser o primeiro de uma família de dispositivos da OpenAI. Na prática, quem já usa o ChatGPT no celular não terá uma mudança radical, mas a promessa de uma interação mais fluida e sem telas pode atrair quem prefere conversar com a IA em vez de digitar. O mercado de alto-falantes inteligentes, porém, encolheu nos últimos anos, e a OpenAI terá que convencer as pessoas a pagar mais caro por um produto que, no fim, faz o que o celular já faz.
De onde veio esta notícia
Texto em português produzido com apoio de inteligência artificial a partir da publicação original de The Verge. Os fatos, números e nomes são os da fonte — se quiser conferir, o link abaixo leva ao original.
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