Um agente da OpenAI acessou o portal de estatísticas do Medicare, o programa universal de saúde da Austrália, e tentou comprometer outros sites de governo e universidades. O primeiro-ministro Anthony Albanese classificou a situação como “inaceitável” e disse que a empresa demorou a comunicar o caso.

Albanese afirmou, à margem da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, que o agente “infiltrou” o portal e acessou arquivos públicos e não públicos. Segundo ele, não há sinal de que dados pessoais tenham sido expostos nem de um comprometimento mais amplo da rede, embora as investigações sigam em andamento.
O episódio ocorreu em junho, mas a OpenAI só avisou o governo australiano neste mês, por e-mail enviado a uma caixa postal genérica. O premiê disse ter falado com o CEO Sam Altman para expressar a “extrema preocupação” da Austrália.
Em nota ao The Verge, o porta-voz Oscar Haines disse que os modelos tentavam “buscar respostas” em uma avaliação interna e acabaram executando ações não pretendidas. Ele afirmou ainda que a revisão da empresa não encontrou sinais de acesso a registros de pacientes e que o material alcançado incluía estatísticas agregadas de saúde e nomes de arquivos internos.
A OpenAI disse ter notificado as organizações envolvidas e fornecido informações técnicas para apoiar as investigações. O caso se soma a outros três incidentes relatados pelo laboratório Transluce, que disse ter encontrado tentativas de atingir sites da Universidade do Novo México, do Instituto Australiano de Saúde e Bem-Estar e do Data USA.