Todas as notícias
Nvidia3 min de leitura

Nvidia lança modelo de IA que cabe dentro de robôs e roda sem internet

Novo Cosmos 3 Edge é pequeno o bastante para funcionar no próprio robô, eliminando a necessidade de conexão com servidores na nuvem para tomar decisões em tempo real.

Nvidia lança modelo de IA que cabe dentro de robôs e roda sem internet

A Nvidia apresentou nesta semana o Cosmos 3 Edge, um modelo de inteligência artificial feito para rodar diretamente dentro de robôs, sem depender de conexão com a internet ou servidores remotos. Diferente dos sistemas atuais, que muitas vezes precisam enviar dados para a nuvem e esperar a resposta, o novo modelo processa tudo no próprio aparelho. Isso significa que o robô pode tomar decisões mais rápido, o que é essencial em tarefas que exigem movimento contínuo, como pegar objetos ou navegar por um ambiente.

O Cosmos 3 Edge é um "modelo de mundo" — um tipo de IA que aprende como os objetos se comportam no espaço físico, como cair, deslizar ou reagir a um toque. Ele tem 4 bilhões de parâmetros (uma medida de sua capacidade de aprendizado) e vem acompanhado de um módulo de raciocínio com 2 bilhões de parâmetros. Para comparação, modelos maiores da mesma família, como o Cosmos 3 Nano, têm mais parâmetros e são mais precisos, mas não cabem em um robô comum. O Edge foi projetado justamente para ser compacto: ocupa cerca de 9 GB de memória e funciona em um chip especial da Nvidia chamado Jetson Thor, que é como um computador pequeno e potente instalado dentro do robô.

A grande novidade é que, até agora, modelos de mundo eram tão grandes que precisavam rodar em data centers — aqueles galpões cheios de servidores. Isso criava um atraso (chamado de latência) entre o robô perceber algo e agir. Com o Edge, o robô processa tudo localmente. Em testes, o modelo conseguiu gerar comandos de movimento em cerca de 1,53 segundo, enquanto o braço do robô se movia por 2,13 segundos com cada comando. Ou seja, o próximo comando já está pronto antes do anterior terminar, permitindo um movimento contínuo e suave. Em simulações fechadas, o robô teve sucesso em 22,9% das tarefas — um número menor que os 36,8% do modelo maior, mas o ganho em velocidade e autonomia compensa para aplicações práticas.

Para quem usa robôs na indústria ou em pesquisa, isso significa que dá para treinar um robô para tarefas específicas — como colher frutas ou montar peças — sem precisar de uma conexão de internet estável ou de um supercomputador por perto. A Nvidia disponibilizou o modelo com código aberto (licença OpenMDW1.1), o que permite que empresas e universidades adaptem o sistema às suas necessidades. Um exemplo é a startup Aigen, que usou a tecnologia para criar um robô que identifica ervas daninhas em plantações com apenas 1% de dados reais de treinamento. Para o usuário comum, o impacto ainda é indireto: a tendência é que robôs domésticos e de serviço se tornem mais ágeis e confiáveis nos próximos anos, mas ainda não há produtos prontos para o consumidor final.

De onde veio esta notícia

Texto em português produzido com apoio de inteligência artificial a partir da publicação original de Nvidia. Os fatos, números e nomes são os da fonte — se quiser conferir, o link abaixo leva ao original.

Ler a publicação original em Nvidia