NVIDIA anuncia sistema que aproveita energia parada para rodar mais IA
Nova tecnologia de gerenciamento de energia, chamada MaxLPS, promete colocar até 40% mais chips de IA no mesmo espaço, sem gastar um watt a mais de eletricidade.

A NVIDIA apresentou um conjunto de tecnologias que muda a forma como os data centers de inteligência artificial lidam com a energia elétrica. Em vez de planejar o consumo de cada rack de servidores como se ele sempre usasse o máximo de energia possível — o que gera desperdício —, o novo sistema, chamado DSX MaxLPS, redistribui em tempo real a energia que não está sendo usada por um rack para outro que precisa dela. O resultado, segundo a empresa, é que um data center pode rodar mais chips de IA dentro do mesmo limite de energia, sem gastar um centavo a mais na conta de luz.
MaxLPS é a sigla para Maximum Land Power Shell, uma referência aos limites físicos de um data center: o terreno, a energia elétrica disponível e a estrutura que abriga os equipamentos. Tradicionalmente, os engenheiros reservam para cada rack a energia máxima que ele poderia consumir num pico de trabalho, mesmo que a maior parte do tempo ele fique bem abaixo disso. Esse excesso reservado e não usado é chamado de “headroom”. O MaxLPS usa um software chamado Dynamic Power Software (DPS) para monitorar o consumo de cada GPU (os chips que fazem os cálculos da IA) e de cada rack, e deslocar essa energia ociosa para onde ela é necessária. Em testes com o novo sistema de servidores Vera Rubin NVL72, a NVIDIA conseguiu reduzir a energia reservada por rack de 136 kW para 101 kW, o que permitiu instalar 35% mais racks no mesmo limite de energia, sem perder desempenho.
O problema que o MaxLPS ataca não é novo, mas está se tornando crítico. Os data centers de IA se transformaram em verdadeiras fábricas de processamento, e a pergunta deixou de ser “quantos chips cabem no galpão?” para ser “quantas respostas de IA consigo extrair de cada megawatt disponível?”. Isso porque a energia elétrica virou o gargalo: não adianta ter espaço físico se a concessionária não consegue fornecer mais energia. Nesse cenário, qualquer desperdício vira dinheiro e capacidade perdidos. O MaxLPS também ataca o desperdício nos sistemas de refrigeração, permitindo que os racks funcionem com líquido refrigerante a 45°C, o que reduz a necessidade de chillers (grandes aparelhos de ar-condicionado) e libera mais energia para os chips.
Para quem usa IA no dia a dia — seja num aplicativo de chatbot ou numa ferramenta de geração de imagens —, a novidade não vai mudar nada visivelmente de imediato. Mas, para quem constrói e opera esses data centers, o ganho é enorme: poder colocar mais capacidade de processamento dentro do mesmo limite de energia significa que o custo de cada consulta de IA pode cair. A NVIDIA projeta que, com o MaxLPS, é possível adicionar até 40% mais chips do modelo Vera Rubin no mesmo orçamento de energia. Em outras palavras, o sistema pode baratear a operação dos serviços de IA e, no médio prazo, tornar mais acessíveis as ferramentas que dependem deles.
De onde veio esta notícia
Texto em português produzido com apoio de inteligência artificial a partir da publicação original de Nvidia. Os fatos, números e nomes são os da fonte — se quiser conferir, o link abaixo leva ao original.
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