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Músicas de IA só nos charts se 'substancialmente humanas'
As maiores gravadoras propõem que músicas geradas por IA só entrem nas paradas se forem 'substancialmente feitas por humanos'. Apoiada pela IFPI, a proposta ainda não foi adotada e os critérios são vagos.

As três maiores gravadoras do mundo — Universal Music Group, Sony Music e Warner Music Group — propuseram novas regras para impedir que músicas geradas por inteligência artificial entrem nas paradas de sucesso internacionais, a menos que sejam 'substancialmente feitas por humanos'. A proposta, apoiada pela Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI), ainda não foi adotada por nenhuma organização de charts, e os critérios exatos permanecem indefinidos.
A iniciativa vai além de uma proposta anterior da RIAA, IFPI, SAG-AFTRA e outros, que sugeria apenas rótulos padronizados para músicas com IA. Agora, as gravadoras exigem que as faixas sejam claramente identificadas e que cumpram critérios como respeito aos termos de serviço da IA usada, direitos sobre os dados de treinamento e ausência de manipulação de streams. No entanto, termos como 'substancialmente feito por humanos' ainda são vagos, sem definição clara, o que gera dúvidas sobre a aplicação prática.
Para o mercado brasileiro, a medida pode impactar artistas que utilizam IA em suas produções e buscam reconhecimento nas paradas internacionais. Enquanto isso, a indústria musical tenta se adaptar ao avanço tecnológico, equilibrando inovação e proteção dos direitos autorais. A falta de clareza nas regras, porém, cria incertezas sobre como a IA será tratada nos charts no futuro, especialmente em um cenário onde a tecnologia evolui rapidamente.
O IFPI manifestou apoio à proposta, mas nenhuma organização de charts sinalizou planos imediatos de adotar as regras. A lista completa de critérios inclui que as gravações desenvolvidas com serviços de IA generativa devem ser autorizadas e legais, não levantar preocupações de manipulação de streams, cumprir leis de direitos autorais e direitos de personalidade, e sinalizar adequadamente o uso de IA aos consumidores. A indefinição sobre o que significa 'substancialmente feito por humanos' continua sendo um ponto central de debate.