A Anthropic virou alvo de uma ação coletiva ampliada movida por assinantes do Claude Max, que acusam a empresa de publicidade enganosa. O processo foi aberto por Monica Vaca e Kati Daffan, ex-integrantes da FTC, e mira a forma como a empresa descreveu os limites do plano.

O Max custa US$ 100 ou US$ 200 por mês e é vendido como um upgrade do plano Pro, de US$ 20. Segundo a queixa, a promessa de 5x ou 20x mais uso aparece nos materiais de marketing, mas a ampliação vale apenas por blocos de cinco horas e ainda fica sujeita a um teto semanal. Na visão dos autores, isso reduz bastante o ganho real em comparação com o que o cliente entende ao ver a página do plano.
A ação também diz que descobrir essas restrições exige clicar em links separados e procurar definições espalhadas pelo site, em vez de vê-las com clareza no anúncio principal. A Anthropic já havia argumentado, em tentativa anterior de derrubar o caso, que as informações estavam disponíveis no processo de compra, como um rótulo no verso do produto.
Vaca contesta essa leitura e afirma que consumidores não conseguem auditar esse tipo de oferta por conta própria. Segundo ela, o problema é especialmente sensível porque muitos assinantes recorrem a planos caros para evitar ficar limitados no trabalho.