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Riscos e regras

EUA acusam três homens de usar deepfakes em fraude de US$ 129 milhões

O Departamento de Justiça dos EUA acusa três homens de usar vozes e imagens falsas de executivos para induzir transferências financeiras em vários países.

EUA acusam três homens de usar deepfakes em fraude de US$ 129 milhões
Imagem: reprodução · Olhar Digital

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos acusou três homens de participar de um esquema internacional que teria desviado pelo menos US$ 129 milhões de hospitais, bancos e outras empresas. Segundo a denúncia, os suspeitos usaram inteligência artificial para imitar vozes e, em alguns casos, a aparência de dirigentes. Os acusados são considerados inocentes até que a culpa seja comprovada judicialmente.

A fraude geralmente começava com um e-mail que parecia vir do presidente da empresa e pedia ajuda para uma transação sigilosa. Depois, funcionários eram direcionados a ligações ou chamadas de vídeo com alguém que se apresentava como advogado, explicava o negócio fictício e indicava as contas para as quais transferir o dinheiro. Os criminosos priorizavam profissionais de contabilidade e finanças autorizados a aprovar pagamentos elevados.

Segundo os promotores, o esquema atingiu milhares de empresas em diferentes países, e os valores eram convertidos em criptomoedas. Entre os prejuízos atribuídos estão US$ 4,83 milhões de uma rede de hospitais do Missouri, em novembro de 2024, e US$ 11,58 milhões de uma empresa britânica de tecnologia financeira, em março de 2025. Em outubro de 2024, uma equipe operacional interrompeu uma transferência de cerca de US$ 2,85 milhões.

Jacob Soall, Sharon Hazan e Guy Sheetrit respondem a sete acusações cada, incluindo fraude eletrônica, roubo de identidade e lavagem de dinheiro. Soall e Hazan foram presos na Espanha; Sheetrit, no Reino Unido. Os pedidos de extradição para os Estados Unidos estão pendentes.

O que muda para você

O caso interessa especialmente a quem trabalha com pagamentos e aprova transferências de alto valor: mostra que criminosos podem combinar e-mails, chamadas e vozes ou imagens falsas para dar aparência legítima a uma ordem. A denúncia não apresenta uma ferramenta de prevenção específica. Relata, porém, que a equipe operacional de um banco identificou e interrompeu uma transferência suspeita.

Minha leitura

Uma imitação convincente pode abrir a porta para a fraude, mas o esquema também depende de pressa, sigilo e confiança em vários contatos encenados. A parte mais útil do caso para empresas está nesse encadeamento: confirmar apenas quem parece estar falando deixa outras brechas abertas. Para pagamentos altos, a autorização precisa ser verificada por um caminho separado da conversa que pediu a transferência.

Thiago FelizolaConsultor de IA, curador do Diário da IA

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