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Claude Mythos encontra falhas em criptografia HAWK e AES
Pesquisadores da Anthropic usaram o modelo Claude Mythos Preview para melhorar ataques aos algoritmos HAWK e AES. As descobertas não afetam sistemas em produção, mas mostram potencial de IA para análise criptográfica.
Usando o Claude Mythos Preview, pesquisadores da Anthropic descobriram novas formas de atacar algoritmos criptográficos. O primeiro ataque enfraquece significativamente o HAWK, um esquema de assinatura digital projetado para a era pós-quântica. O segundo identifica uma nova abordagem para atacar uma versão reduzida do AES, o cifrador simétrico mais usado. Ambos os resultados são avanços de pesquisa substanciais, mas não afetam sistemas em produção atualmente.
O HAWK é um dos candidatos do NIST para padronização pós-quântica. Em apenas 60 horas de trabalho e cerca de US$ 100 mil em custos de API, o Mythos reduziu pela metade a segurança efetiva das chaves HAWK, explorando uma simetria não explorada anteriormente. Já o ataque ao AES melhorou em 200 a 800 vezes a velocidade dos melhores ataques conhecidos para uma versão com 7 rodadas (em vez das 10 completas), eliminando uma das suposições necessárias ao invasor.
Embora não haja impacto prático imediato, os resultados demonstram o potencial de modelos de IA de ponta para descobrir falhas em algoritmos criptográficos, tanto antes quanto depois da implantação. A Anthropic seguiu procedimentos de divulgação responsável, compartilhando as descobertas com os autores do HAWK e com parceiros governamentais. Para facilitar futuras pesquisas, a empresa colaborou com universidades para criar o CryptanalysisBench, um benchmark para avaliar capacidades de LLMs em criptoanálise.
Esses achados reforçam que a revisão de especificações criptográficas com IA pode se tornar uma ferramenta poderosa no desenvolvimento de padrões mais seguros. Embora os ataques atuais sejam exponenciais e não polinomiais, eles mostram que mesmo algoritmos submetidos a múltiplas rodadas de revisão humana podem ter vulnerabilidades ocultas. A expectativa é que, no futuro, a IA ajude tanto a testar quanto a projetar a próxima geração de esquemas criptográficos mais resilientes.