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Anthropic detalha índice econômico sobre uso de IA no trabalho

O primeiro relatório do Anthropic Economic Index usa cerca de um milhão de conversas anônimas no Claude.ai para mapear tarefas, salários e o tipo de uso de IA em ocupações.

A Anthropic detalha o Anthropic Economic Index, uma iniciativa para acompanhar ao longo do tempo os efeitos da IA sobre o mercado de trabalho e a economia. O primeiro relatório do índice reúne dados e análise de cerca de um milhão de conversas anônimas no Claude.ai para mostrar como a ferramenta entra em tarefas reais.

Anthropic detalha índice econômico sobre uso de IA no trabalho

Para organizar o material, a empresa usou o Clio, que agrupa as conversas sem expor o conteúdo original aos pesquisadores, e cruzou essas categorias com a base O*NET, do Departamento do Trabalho dos EUA, que lista cerca de 20 mil tarefas específicas. O foco do estudo é a tarefa executada, não a profissão como um bloco único.

Os dados apontam maior uso em ocupações de “computer and mathematical”, categoria que inclui funções de software, com 37,2% das consultas. Em seguida aparecem “arts, design, sports, entertainment, and media”, com 10,3%, sobretudo em escrita e edição. Atividades ligadas a trabalho físico, como “farming, fishing, and forestry”, ficaram em 0,1%.

A análise também mostra que a IA aparece em parte das tarefas de muitos empregos, mas raramente em quase tudo: cerca de 4% dos empregos usaram IA em pelo menos 75% das tarefas, enquanto 36% tiveram algum uso em pelo menos 25%. O estudo ainda separa automação e colaboração: 57% das tarefas ficaram na segunda categoria, com a IA ajudando em validação, aprendizado e repetição de etapas.

A Anthropic diz que vai repetir as análises e divulgar novos conjuntos de dados, mas o próprio texto ressalta que o relatório não traz recomendações de política pública.

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