A Benchling detalha uma arquitetura de segurança para executar código científico gerado por agentes de IA em milhares de clientes de ciências da vida. O caso descrito diz que o sistema já passa de 600 sessões de execução por dia, distribuídas por mais de 250 clientes por semana, sem incidentes de segurança.

A base da montagem é o Amazon Bedrock AgentCore Code Interpreter em modo VPC, rodando em uma conta AWS separada da produção principal. Essa rede não tem gateway de internet nem gateway NAT, e o caminho de saída fica limitado ao que a Benchling autoriza explicitamente.
A proteção contra vazamento por DNS usa o Amazon Route 53 Resolver DNS Firewall com três regras: bloqueio de domínios maliciosos conhecidos, liberação só de destinos permitidos e, por fim, recusa de qualquer outra consulta com resposta NODATA. A empresa diz que isso ajuda a impedir tentativas de tunelamento DNS, em que dados são escondidos em nomes de domínio.
Para evitar a criação de uma função IAM por cliente, a Benchling injeta credenciais por sessão via AWS STS, definindo o acesso caso a caso. Políticas de endpoint da VPC também barram pedidos a buckets S3 fora do escopo, mesmo quando a sessão tem credenciais válidas. A equipe validou o desenho em uma prova de conceito e passou a testar essas tentativas de vazamento em sua integração contínua.