Anthropic diz que Claude identificou a origem de sementes de curvas do NIST
A Anthropic afirma que Claude relacionou as sementes de cinco curvas ECDSA ao gerador lrand48, inicializado com timestamps Unix. A investigação não encontrou uma quebra criptográfica e deixou questões em aberto.

A Anthropic publicou uma investigação em que Claude identificou a origem das sementes de cinco curvas elípticas do padrão ECDSA adotado pelo NIST: P-192, P-224, P-256, P-384 e P-521. Segundo a empresa, em menos de meia hora o modelo concluiu que elas vieram do gerador de números pseudoaleatórios lrand48, inicializado com timestamps Unix, e não de funções de hash.
A descoberta responde a uma dúvida antiga sobre parâmetros fornecidos pela NSA sem explicação de como foram escolhidos. As datas recuperadas para as dez sementes de curvas sobre campos primos ficam entre maio de 1997 e abril de 1998. A Anthropic afirma que o método simples e reproduzível torna menos plausível a hipótese de que as curvas tenham sido criadas com portas dos fundos. A empresa ressalva que isso não representa uma quebra criptográfica, um novo ataque ou uma fraqueza nas curvas ECDSA.
A investigação também associou os pontos-base de seis curvas geradas em maio de 1997 a um gerador da biblioteca FreeLIP. Mas não explicou os pontos-base de P-224, P-256, P-384 e P-521, nem os das curvas binárias do NIST. A semente da curva binária B-163 também continua sem explicação. A Anthropic observou ainda que alguns candidatos viáveis foram ignorados, sem saber por quê.
O que muda para você
A descoberta interessa principalmente a pesquisadores e profissionais de segurança que acompanham a origem dos parâmetros criptográficos. Para quem usa ECDSA, a Anthropic diz que não há ação a tomar nem motivo para mudar práticas: a investigação não encontrou uma vulnerabilidade ou um novo ataque. Ela esclarece parte da história das curvas, mas deixa algumas sementes e pontos-base sem explicação.
Minha leitura
O resultado é tranquilizador, mas não fecha todas as perguntas sobre as curvas do NIST. Claude reconstruiu a origem de várias sementes; B-163 e os pontos-base de algumas curvas continuam sem explicação. Para quem trabalha com segurança, essa diferença importa: a investigação reduz a suspeita sobre os parâmetros analisados, mas não transforma uma explicação parcial em prova sobre todos eles.
Thiago FelizolaConsultor de IA, curador do Diário da IA

