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Trabalho e dinheiro

Relatório projeta economia digital do Sudeste Asiático em US$ 368 bilhões

Google, Temasek e Bain & Company estimam que o valor bruto de mercadorias digitais da região crescerá 17% no ano. O estudo associa a expansão à adoção de IA e prevê forte aumento no uso de agentes.

Relatório projeta economia digital do Sudeste Asiático em US$ 368 bilhões
Imagem: reprodução · Google

Google, Temasek e Bain & Company projetam que a economia digital do Sudeste Asiático chegará a US$ 368 bilhões em valor bruto de mercadorias (GMV) em 2026, alta anual de 17%. A estimativa está na 11ª edição do relatório e-Conomy SEA, que prevê que o indicador ultrapasse US$ 1 trilhão até 2035.

Segundo o estudo, 243 milhões de pessoas na região — 58% da população trabalhadora — usam IA generativa. No comércio eletrônico, que soma US$ 226 bilhões em GMV, consumidores recorrem a recursos de descoberta multimodal e assistentes dentro de aplicativos para lidar com compras complexas. O relatório diz que essas experiências elevam as conversões em 10% e podem aumentar o volume de pedidos em até 75%.

A pesquisa aponta que 75% dos entrevistados aceitariam deixar agentes de IA comparar preços e concluir compras em seu nome. Com base no uso de tokens como medida, projeta que a utilização regional de IA cresça 60 vezes nos próximos cinco anos. Para confiar nessas funções, usuários citam proteção de privacidade, informações claras sobre os limites da IA e a possibilidade de reverter transações.

O que muda para você

O relatório interessa a empresas que atuam no Sudeste Asiático e acompanham comércio eletrônico, viagens, mídia e serviços financeiros. Para quem usa esses serviços, descreve recursos já presentes na região, mas não anuncia um produto novo nem afirma que agentes autônomos estejam disponíveis em todas as plataformas. A disposição declarada pelos entrevistados não garante que a tecnologia execute compras sem erros.

Minha leitura

A disposição para delegar compras é mais reveladora do que a projeção de mercado: a confiança depende também de controle sobre a operação. Mas aceitar essa ideia numa pesquisa não equivale a usar um agente que conclui transações com segurança. Eu observaria se as plataformas deixam claro o que a IA pode fazer e permitem desfazer uma compra antes de considerar essa autonomia pronta para a rotina.

Thiago FelizolaConsultor de IA, curador do Diário da IA

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