Google disponibiliza Gemini 4 Argon globalmente em APIs e produtos Gemini
O Google começou a liberar o modelo para desenvolvedores, empresas e assinantes, com acesso conforme o produto e o plano. Na API, o preço introdutório começa em US$ 2 por milhão de tokens de entrada.

O Google começou a disponibilizar globalmente o Gemini 4 Argon para desenvolvedores, empresas e consumidores. Desenvolvedores e empresas podem acessá-lo pela API no AI Studio e na plataforma Gemini. Assinantes do Google AI Ultra têm acesso pelo Google Antigravity; clientes dos planos Google AI Ultra e Pro podem usá-lo no aplicativo Gemini e no AI Mode da Busca.
A empresa diz que o modelo foi desenvolvido para tarefas complexas em áreas como programação, finanças, direito, cibersegurança e ciência. Segundo o Google, o Argon ficou em primeiro lugar no Vals Index, que avalia modelos em setores econômicos, e obteve 87% no ERQA, teste de raciocínio sobre problemas físicos e espaciais em ambientes 3D.
O preço introdutório da API é de US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 10 por milhão de tokens de saída. Tokens de entrada em cache têm desconto de 95%. A API permite até 1 milhão de tokens combinados de entrada e saída.
Em um teste interno, segundo a empresa, o modelo analisou um vídeo de uma pessoa jogando cornhole e ajudou um robô humanoide Apollo, da Apptronik, a acertar sete arremessos consecutivos. O Google também oferece a 10 mil cientistas seis meses gratuitos no nível mais alto de uso do Antigravity, sujeitos a elegibilidade, capacidade e seleção.
O que muda para você
Desenvolvedores e empresas já podem acessar o Argon pela API, com cobrança por tokens, ou pela plataforma Gemini. O uso no aplicativo Gemini depende dos planos Ultra ou Pro; no Antigravity, do plano Ultra. Cientistas podem se candidatar aos seis meses gratuitos, mas a oferta depende de elegibilidade, capacidade e seleção. O acesso, portanto, varia conforme o produto e a assinatura.
Minha leitura
A liberação global não significa acesso igual para todo mundo: o caminho depende do produto e do plano, e a API tem cobrança própria. Eu olharia primeiro para essa divisão, antes de comparar as demonstrações e os resultados divulgados pelo Google. Para uma equipe, o critério prático é saber se o Argon está disponível no serviço que ela já usa e se resolve uma tarefa real com custo justificável.
Thiago FelizolaConsultor de IA, curador do Diário da IA

