Primeira páginaDiário da IA
Novas IAs

OpenAI mede avanços de modelos em COBOL e outras linguagens menos comuns

A OpenAI divulgou resultados de testes de programação em 20 linguagens e de migração de programas COBOL. A empresa também publicou no GitHub os testes do MultiLangBench.

Ilustração de listagens COBOL, Fortran e Visual Basic e cartões de testes de migração sob revisão humana.
Ilustração editorial · Diário da IA

A OpenAI apresentou resultados de avaliações de seus modelos em linguagens com menos código e documentação disponíveis, como COBOL, Fortran e Visual Basic. Uma avaliação testa a criação de um mecanismo compatível com SQLite em 20 linguagens; a outra mede a migração de programas COBOL sem alterar o comportamento.

No MultiLangBench, o GPT-6 Astra teve taxa média de aprovação de 87,4%, ante 26,8% do GPT-5.6 Sol, com avanços em todas as linguagens avaliadas. Em COBOL, o resultado passou de 10,9% para 72,1%; em Fortran, de 21,4% para 83,5%. O GPT-6 Luna chegou a 40,3% de média, com custo estimado de US$ 0,77 por amostra, cerca de 78% abaixo do GPT-5.6 Sol.

No teste de migração de COBOL para C++, Java, Kotlin, Python ou Rust, o GPT-6.1 Sol alcançou 86,6% de precisão com baixo esforço de raciocínio, ante 5,4% do GPT-5.6 Sol, a 61% do custo de API. Com esforço maior, chegou a 97,9%. A OpenAI afirma que o uso em sistemas de produção ainda exige revisão especializada e testes das regras de negócio e dependências.

O que muda para você

Desenvolvedores podem acessar os modelos mais recentes pela API para tarefas de programação, segundo a OpenAI. A empresa também publicou no GitHub a configuração e os testes do MultiLangBench, permitindo examinar os critérios e resultados por linguagem. As taxas divulgadas vêm de avaliações específicas e não garantem migrações seguras: a própria OpenAI recomenda revisão especializada e testes antes de aplicar o trabalho a sistemas de produção.

Minha leitura

A melhora em COBOL importa porque a avaliação mede a preservação do comportamento, não só a geração de código. Mas 97,9% em um teste não significa que uma migração real esteja pronta para produção. Eu usaria esses resultados como motivo para testar o modelo em tarefas delimitadas, com especialistas conferindo regras de negócio, arredondamentos e dependências antes de aceitar qualquer mudança.

Thiago FelizolaConsultor de IA, curador do Diário da IA

Primeira páginaArquivo de notícias