Itaú leva assistente de IA ia.i a cerca de 300 mil clientes
O banco iniciou a primeira fase da ia.i, interface por texto ou voz para acessar serviços financeiros. A meta é ampliar a experiência a toda a base até o fim de 2026.

O Itaú iniciou em 2024 a jornada de recursos de inteligência artificial para necessidades financeiras específicas. A ia.i é a etapa seguinte: uma interface conversacional por texto ou voz que reúne interações sobre conta, crédito, cartões, seguros e outros serviços. Na primeira fase, chegou a cerca de 300 mil clientes, segundo o banco, e pode encaminhar a pessoa a um atendimento humano especializado quando necessário.
A experiência combina texto, voz, imagem e cliques. Pode ir de uma dúvida sobre um lançamento no extrato a orientações sobre investimentos e transações pelo WhatsApp. O Itaú afirma que escolheu diferentes modelos para atender tarefas com necessidades distintas de custo, rapidez e raciocínio. Modelos GPT também ajudam a compor o Customer DNA, camada de contexto financeiro referente a aproximadamente 70 milhões de clientes.
A plataforma interna IARA controla o acesso a modelos e aplica políticas de IA responsável. Uma solução jurídica apoiada por ela opera sobre mais de 90 milhões de documentos e executa mais de 2 milhões de tarefas por mês. Segundo o Itaú, há ganhos de eficiência de 20% a 80% em etapas dos processos da área. A meta é levar a ia.i a toda a base até o fim de 2026; simulações, contratação de produtos e análises recorrentes de finanças estão planejadas para etapas futuras.
O que muda para você
A ia.i chegou a cerca de 300 mil clientes na primeira fase, mas a fonte não informa como pedir acesso. A interface atende clientes do Itaú; a IARA é uma plataforma interna para as equipes do banco. A expansão para toda a base é uma meta até o fim de 2026, não uma disponibilidade atual. Simulações, contratação de produtos e análises recorrentes também ainda são capacidades planejadas.
E no Brasil
A ia.i é uma iniciativa do Itaú no Brasil. O banco pretende disponibilizá-la a toda a sua base de clientes até o fim de 2026.
Minha leitura
A parte difícil não é colocar uma conversa na tela; é fazer com que ela resolva tarefas financeiras sem perder controle sobre respostas, custos e regras. O Itaú montou uma estrutura para isso, mas a ia.i ainda começou com um grupo limitado de clientes. Eu julgaria o avanço pela clareza do que a pessoa consegue concluir na conversa e pela consistência do atendimento, não pela quantidade de modelos nos bastidores.
Thiago FelizolaConsultor de IA, curador do Diário da IA

