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NVIDIA lidera aliança global por segurança aberta em IA
NVIDIA e mais de 40 parceiros, incluindo Microsoft, IBM e CrowdStrike, lançam a Open Secure AI Alliance para desenvolver ferramentas abertas de defesa cibernética baseadas em IA, promovendo transparência e controle contra ataques.

A NVIDIA anunciou a formação da Open Secure AI Alliance, uma coalizão com mais de 40 empresas e organizações — incluindo Adobe, Cisco, Cloudflare, CrowdStrike, Databricks, Dell Technologies, Hugging Face, IBM, Microsoft, Red Hat, Salesforce e SpaceXAI — para criar e compartilhar ferramentas abertas de segurança cibernética baseadas em inteligência artificial. A iniciativa, que se apoia no trabalho da Linux Foundation e do OpenSSF, visa remediar vulnerabilidades e fortalecer a defesa contra ameaças digitais usando modelos e sistemas abertos.
A aliança surge em um momento em que a segurança de IA se torna prioridade global. O incidente recente na Hugging Face, onde ferramentas fechadas de IA bloquearam análises forenses essenciais durante uma invasão, ilustrou o problema: quando defensores não podem inspecionar, adaptar ou executar IA em sua própria infraestrutura, a capacidade de resposta fica comprometida. A solução encontrada foi usar o modelo aberto GLM 5.2 para analisar mais de 17 mil ações e conter o ataque, demonstrando que sistemas abertos oferecem controle e transparência cruciais.
Para os defensores, a aliança defende que modelos abertos e fechados devem coexistir. Enquanto sistemas fechados têm seu valor, a defesa cibernética exige ferramentas que qualquer organização possa estudar, modificar e implantar sem depender de um único fornecedor. A NVIDIA contribui com o projeto NOOA (NVIDIA Labs Object-Oriented Agent), um framework de código aberto para tornar agentes de IA mais seguros e auditáveis. Outros membros, como HPE, Hugging Face e Microsoft, também doam tecnologias para identidade zero-trust, formatos seguros de pesos de modelos e scanners multiagentes.
A aliança alerta que restrições amplas a modelos abertos podem enfraquecer a defesa cibernética, concentrando poder e vulnerabilidade em poucos provedores fechados. Em vez disso, governos e empresas devem investir em infraestrutura compartilhada e aberta para segurança de IA — como conjuntos de dados, frameworks de avaliação e simulações de ataques. O objetivo é garantir que a era dos agentes de IA seja marcada por resiliência e segurança construídas coletivamente, não por sigilo ou dependência de sistemas opacos.