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Liquid AI detalha modelos de decisão abertos d1-3B e d1-omni-600M

A Liquid AI publicou no Hugging Face os modelos de decisão abertos d1-3B e d1-omni-600M. Eles respondem em uma única passada e o d1-3B foi testado com médias de 82,9 e latência abaixo de 50 ms na borda.

Liquid AI detalha modelos de decisão abertos d1-3B e d1-omni-600M
Imagem: reprodução · Hugging Face

A Liquid AI publicou no Hugging Face os modelos de decisão abertos d1-3B e d1-omni-600M, construídos sobre os Liquid Foundation Models da empresa. Segundo a companhia, esses modelos não geram tokens como modelos generativos; eles respondem em uma única passagem.

A empresa diz que testou o d1-3B e o d1-omni-600M em sete conjuntos públicos de dados que cobrem compreensão de leitura, detecção de toxicidade, classificação de intenção, perguntas médicas e entendimento entre idiomas. O d1-3B marcou média de 82,9, acima do Decider 4B. O d1-omni-600M marcou 78,4, acima do Decider 2B, que teve 77,1, com um quarto dos parâmetros.

A Liquid AI também avaliou o d1-3B com a NVIDIA em uma GeForce RTX 4090, Jetson AGX Thor, Jetson AGX Orin 64 GB e Jetson Orin Nano. Na borda, ele responde uma pergunta em menos de 50 ms nos dispositivos medidos. Em GPU, a empresa reporta menos de 10 ms por pergunta e menos de 18 ms para processar uma imagem de 384 px. O d1-omni-600M é descrito como uma versão inicial de pesquisa, sem números de velocidade divulgados.

O que muda para você

Isso interessa a quem desenvolve sistemas que precisam tomar decisões rápidas e estruturadas, inclusive com texto, imagem e outras modalidades. O d1-3B já vem com números de latência e comparação pública; o d1-omni-600M aparece como opção menor, mas sem medição de velocidade nesta versão. Para quem só usa IA em produtos prontos, a mudança ainda é indireta.

Minha leitura

O recado aqui é mais sobre formato do que sobre promessa. Quando um modelo passa a decidir em uma única passada, o foco sai da conversa longa e vai para resposta rápida, mas isso só vale se o caso pedir decisão estruturada. Eu olharia menos para a média do benchmark e mais para a distância entre teste controlado e uso real no dispositivo certo.

Thiago FelizolaConsultor de IA, curador do Diário da IA

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