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Instinct disputa espaço com Muse e Dots em tarefas do dia a dia

A The Verge avaliou o assistente da Instinct, que executa tarefas por mensagens e enfrenta a concorrência de produtos da Meta e da OpenAI. O acesso segue restrito a convidados ou pessoas aprovadas em uma lista de espera.

Instinct disputa espaço com Muse e Dots em tarefas do dia a dia
Imagem: reprodução · The Verge

A Instinct lançou seu assistente de IA em agosto, com acesso por convite e sem aplicativo próprio. As conversas acontecem por iMessage, WhatsApp ou e-mail, e o serviço pode se conectar a ferramentas como Google Workspace, Slack e Notion. A chegada de Muse, da Meta, e Dots, da OpenAI, trouxe concorrentes de empresas maiores. O fundador da Instinct, Noah Shinn, diz que a startup se concentra em criar um assistente pessoal para tarefas cotidianas.

Em testes da The Verge, o agente encontrou aulas de natação, enviou um e-mail a um consultório médico e iniciou a devolução de um produto da Ikea. Também deixou passar um pré-requisito importante para as aulas, exibido em uma janela do site. A publicação relatou que o assistente lidou bem com várias tarefas e com instruções vagas, mas que informações relevantes podem estar escondidas em páginas feitas para pessoas.

O acesso continua restrito a convidados ou pessoas aprovadas em uma lista de espera. Shinn disse que o serviço é gratuito para usuários convidados e que a empresa pretende mantê-lo acessível, sem garantir que continuará gratuito. A Instinct foi avaliada em US$ 10 bilhões no fim de setembro, depois do lançamento de Muse.

O que muda para você

O assistente pode servir a quem recebe um convite ou é aprovado na lista de espera. Usuários convidados não pagam mensalidade por enquanto, mas a empresa não garantiu que o serviço continuará gratuito. Ele já pode executar tarefas como buscar informações, enviar e-mails e preencher formulários; os testes da The Verge mostram que ainda pode deixar passar detalhes importantes, que precisam ser conferidos.

Minha leitura

A disputa entre esses agentes vai depender menos de quem conversa melhor e mais de quem consegue concluir tarefas sem esconder riscos no caminho. A Instinct mostrou que pode agir a partir de mensagens, mas o pré-requisito perdido nas aulas de natação deixa claro o limite: informação encontrada não é informação verificada. Eu avaliaria esses assistentes pelo custo de revisar o que fizeram antes de uma ação ter consequência.

Thiago FelizolaConsultor de IA, curador do Diário da IA

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