Greg Brockman doa US$ 25 milhões a grupo político contrário a restrições à IA
O presidente da OpenAI e sua esposa doaram US$ 25 milhões ao Leading the Future, que apoia candidatos contrários a regras estaduais para o setor. A empresa diz que a contribuição foi pessoal.

Greg Brockman, presidente da OpenAI, e sua esposa doaram US$ 25 milhões ao Leading the Future, grupo político que apoia candidatos contrários a restrições à inteligência artificial nos Estados Unidos. A OpenAI afirmou que a contribuição foi feita em caráter pessoal e não representa a empresa.
O grupo defende uma lei federal que impeça os estados de criar ou aplicar regras próprias para o setor. Entre os candidatos apoiados estão Andy Barr, que concorre ao Senado pelo Kentucky, Julia Letlow, candidata ao Senado pela Louisiana, e Amanda McKinney, que disputa uma vaga na Câmara pelo estado de Washington.
A doação ocorre enquanto executivos da OpenAI defendem regras federais de segurança. Brockman também assinou, com outros cinco executivos de tecnologia, um acordo voluntário com o presidente Donald Trump. O compromisso prevê colaboração com auditores independentes e medidas para impedir que sistemas de IA acessem redes e recursos técnicos de forma não planejada.
Marc Andreessen, Ben Horowitz e a firma Andreessen Horowitz contribuíram juntos com US$ 50 milhões ao Leading the Future; a firma também investe na OpenAI. A Anthropic destinou ao menos US$ 40 milhões ao Public First Action, contrário a impedir que os estados regulem o setor. A disputa envolve também custos e mudanças que novas regras podem impor às empresas.
O que muda para você
A disputa interessa a quem acompanha as regras que podem afetar o desenvolvimento e a comercialização de sistemas de IA nos Estados Unidos. A doação não muda o acesso a produtos da OpenAI nem cria uma nova regra: é financiamento político em apoio a candidatos e a uma proposta para concentrar a regulação no nível federal.
Minha leitura
O debate sobre segurança também passa por quem terá poder para escrever as regras. A contribuição de Brockman torna mais visível a diferença entre apoiar compromissos de segurança e defender uma estrutura que limite a autonomia dos estados. Isso, sozinho, não prova que a proposta federal seja mais branda: o critério é o conteúdo das regras e os limites efetivos que elas imporiam às empresas.
Thiago FelizolaConsultor de IA, curador do Diário da IA
