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Trabalho e dinheiro

Estudo de Stanford aponta que 25% dos data centers estão em áreas de estresse hídrico

Pesquisa mapeou 9.347 instalações em operação e estima que a proporção pode chegar a 33% em até dez anos, num cenário de aquecimento global de 3 °C.

Data center e reservatório com nível baixo ilustram estudo de Stanford sobre instalações em regiões com pressão hídrica.
Ilustração editorial · Diário da IA

Um estudo liderado pela Universidade de Stanford mapeou 9.347 data centers em operação no mundo e constatou que cerca de 25% ficam em regiões onde a demanda por água supera a oferta por pelo menos um mês do ano. A pesquisa foi publicada no mês passado na revista Environmental Science & Technology.

Segundo os pesquisadores, essa proporção pode chegar a 33% em até dez anos, num cenário de aquecimento global de 3 °C em relação aos níveis de 1900. O levantamento também aponta que 41% das instalações disputam recursos hídricos diretamente com cidades e municípios.

Entre as alternativas citadas na reportagem estão circuitos fechados, que reutilizam a água do resfriamento, e o tratamento de água de reuso. Em Quincy, no estado de Washington, um sistema para resfriar data centers poderia economizar cerca de 522 milhões de litros por ano, segundo dados da iniciativa.

A reportagem também informa que o Estado de Nova York suspendeu por cerca de um ano a emissão de licenças para novos data centers, período destinado à busca de formas mais sustentáveis de implantar essas estruturas. A pesquisa projeta uma possível alta do estresse hídrico, mas não afirma que as alternativas já resolvam o problema.

O que muda para você

O levantamento interessa a quem planeja, opera ou regula data centers, pois relaciona a localização das instalações à disponibilidade de água e à disputa com cidades. Para o público em geral, não há uma ação direta indicada pela pesquisa. As alternativas mencionadas, como reutilizar água, são iniciativas específicas; a fonte não diz que estejam adotadas em todos os locais ou que eliminem o impacto.

Minha leitura

A localização precisa entrar na conta junto com a energia quando se avalia a expansão de data centers. O estudo indica que parte das instalações já está em regiões sob pressão hídrica e projeta uma proporção maior num cenário climático específico. Circuitos fechados e água de reuso apontam caminhos, mas a reportagem não demonstra que sejam suficientes em escala. Eu cobraria de cada projeto uma resposta clara sobre o efeito no abastecimento local.

Thiago FelizolaConsultor de IA, curador do Diário da IA

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