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Trabalho e dinheiro

Eleitores dos EUA rejeitam 40 de 41 propostas locais para data centers

Eleitores dos Estados Unidos barraram iniciativas locais sobre data centers e ajudaram a eleger candidatos que defendem limites ao setor. A OpenAI também propôs regras para futuras instalações próprias.

Urna de votação diante de um data center e linhas de energia, ilustrando rejeições de propostas locais nos Estados Unidos.
Ilustração editorial · Diário da IA

Nas eleições de meio de mandato realizadas na terça-feira (3), eleitores dos Estados Unidos rejeitaram 40 das 41 iniciativas locais relacionadas à construção de data centers, segundo levantamento apresentado pelo The New York Times. Mais da metade das votações ocorreu em Ohio. Candidatos democratas que defenderam restrições também venceram disputas para governos estaduais e cargos legislativos no Texas, em Ohio e na Geórgia.

A resistência reflete preocupações com o consumo de eletricidade e água e com a distribuição dos custos e benefícios das instalações. No Texas, a governadora eleita Gina Hinojosa prometeu suspender novas aprovações até que haja proteções mais rigorosas para os moradores. O senador eleito James Talarico defendeu o fim de incentivos fiscais para desenvolvedores.

Na quinta-feira (5), a OpenAI apresentou propostas para a construção e operação de futuros data centers próprios. A empresa defende que grandes consumidores paguem os custos adicionais que provocam na rede elétrica, divulguem impactos ambientais e econômicos e reduzam temporariamente o consumo em períodos de alta demanda. Também propõe garantias financeiras para projetos reduzidos, adiados ou cancelados e limites ao uso de acordos de confidencialidade com autoridades públicas.

A Meta prevê investir até US$ 145 bilhões em despesas de capital em 2026, enquanto amplia instalações nos Estados Unidos para sustentar seus projetos de IA. A resistência local pode elevar custos e tornar mais rigorosas as exigências para aprovar novas construções.

O que muda para você

Para quem acompanha ou vive perto de projetos de data centers nos Estados Unidos, as votações apontam mais pressão por limites, transparência e proteção contra custos transferidos às contas de luz. As propostas da OpenAI são compromissos e recomendações para futuras instalações próprias; não alteram de imediato as regras de operação de todos os centros. Para quem está fora dessas comunidades, a fonte não descreve uma mudança prática imediata.

Minha leitura

A expansão da IA também depende de quem aceita a instalação e de quem paga pelos custos que ela impõe à rede elétrica. A OpenAI reconhece essa disputa ao propor que grandes consumidores arquem com despesas adicionais e divulguem impactos. Mas o documento, por si só, não garante que essas medidas serão adotadas. Eu olharia para as condições que governos e comunidades conseguem exigir antes de aprovar cada projeto.

Thiago FelizolaConsultor de IA, curador do Diário da IA

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