Canaltech reúne cuidados para evitar golpes feitos com inteligência artificial
O Canaltech publicou orientações para reconhecer e prevenir fraudes que usam voz, vídeo e mensagens criadas ou manipuladas com IA. A recomendação central é confirmar pedidos por canais independentes.

O Canaltech publicou, em 24 de outubro de 2026, um guia sobre como reconhecer e evitar golpes que usam inteligência artificial. As fraudes podem chegar por ligações, WhatsApp, e-mails, redes sociais e lojas virtuais, com vozes imitadas, vídeos falsos e mensagens que reproduzem o estilo de escrita de pessoas ou empresas conhecidas.
O texto recomenda desconfiar de pedidos inesperados de dinheiro, senhas, códigos ou dados pessoais e confirmar a solicitação por outro canal. Entre os exemplos, estão ligar para o número já salvo na agenda ou procurar a instituição financeira pelos meios oficiais. Pressa e apelos emocionais também são motivos para interromper a conversa e verificar a situação.
O guia sugere conferir o endereço de sites, pesquisar lojas desconhecidas e ativar a autenticação em dois fatores. Falhas em vídeos podem indicar manipulação, mas a ausência desses sinais não comprova que o conteúdo seja verdadeiro. Para quem transferiu dinheiro por Pix a um golpista, recomenda contatar o banco e solicitar o Mecanismo Especial de Devolução; a recuperação dos valores não é garantida.
O que muda para você
As orientações servem a qualquer pessoa que receba pedidos inesperados por mensagem, ligação ou vídeo. Não há uma ferramenta nova para instalar: o guia propõe medidas que já podem ser adotadas, como confirmar solicitações por canais oficiais, verificar links e ativar a autenticação em dois fatores. Uma voz familiar ou uma mensagem convincente, por si só, não confirma a identidade de quem entrou em contato.
Minha leitura
Criar uma pausa entre o pedido e a ação é uma defesa simples, mas relevante. A IA facilita imitar pessoas e empresas, então voz, rosto e texto bem escrito já não bastam para confirmar quem está do outro lado. E os sinais visuais têm limite: falhas podem indicar manipulação, mas a ausência delas não prova que o vídeo seja verdadeiro. Antes de enviar dinheiro ou dados, vale confirmar por um canal que você já conhece.
Thiago FelizolaConsultor de IA, curador do Diário da IA

