Botão contra 'porcaria de IA' no LinkedIn já foi usado por 1 milhão de pessoas
O recurso permite que usuários denunciem publicações que parecem ter sido escritas por inteligência artificial. Desde julho, a rede social afirma que as visualizações desse tipo de conteúdo caíram 40%.

O LinkedIn lançou em julho um botão que permite aos usuários marcar publicações como “parece coisa de IA” — ou, no jargão da internet, “AI slop”, uma porcaria genérica gerada por inteligência artificial. Segundo a empresa, mais de 1 milhão de pessoas já clicaram no botão, que fica escondido no menu de três pontos de cada post. A novidade veio acompanhada de sistemas automáticos melhores para identificar conteúdo feito por IA e da remoção de uma ferramenta que “melhorava” posts com ajuda de inteligência artificial.
A decisão foi tomada depois que um detector de IA, o Pangram, apontou que 41% dos posts longos no LinkedIn eram totalmente gerados por máquinas — uma informação que viralizou. Agora, quem publica um texto e recebe várias denúncias ganha um aviso: “Alguns membros nos disseram que este post parece ser IA”. O objetivo, segundo o diretor de produto Hari Srinivasan, é dar um feedback útil, não punir ninguém. Ele mesmo admitiu que está cada vez mais cuidadoso para não soar como um robô.
O LinkedIn está tentando conter uma enxurrada de conteúdo genérico que polui o feed e irrita os usuários. A empresa diz que, desde que o botão entrou no ar, as visualizações desse tipo de post caíram 40%. A medida faz parte de uma ofensiva maior: em março, a rede já havia prometido coibir comentários feitos em massa por IA, com pouca ou nenhuma participação humana.
Para o usuário comum, a mudança é positiva: menos posts vagos e repetitivos aparecendo no feed. Quem usa IA para escrever textos inteiros pode receber o alerta e repensar a estratégia. Mas a ferramenta não afeta quem usa inteligência artificial como apoio — por exemplo, para corrigir um parágrafo ou sugerir ideias. O foco é o conteúdo totalmente automático e sem valor, que a própria empresa admite que ninguém quer ver.
De onde veio esta notícia
Texto em português produzido com apoio de inteligência artificial a partir da publicação original de The Verge. Os fatos, números e nomes são os da fonte — se quiser conferir, o link abaixo leva ao original.
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