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AWS detalha cotas para compartilhar capacidade de GPU no Batch e no SageMaker

A AWS publicou um guia sobre o gerenciamento de cotas do AWS Batch para trabalhos de treinamento do Amazon SageMaker. A capacidade ociosa pode ser emprestada entre equipes, com possibilidade de interrupção para atender prioridades.

Rack de GPU ligado a três bandejas de equipes por fichas de capacidade, com símbolo de pausa representando interrupção de trabalho em recurso emprestado.
Ilustração editorial · Diário da IA

A AWS publicou um guia sobre o gerenciamento de cotas do AWS Batch para trabalhos de treinamento do Amazon SageMaker. O recurso permite dividir a capacidade de computação entre equipes, projetos ou tipos de trabalho e definir como os recursos ociosos serão usados. A publicação explica a configuração e inclui exemplos de uso.

Cada cota pode reservar capacidade, emprestá-la a outras cotas ou emprestar e tomar recursos emprestados. Se uma equipe precisar da capacidade que cedeu, o AWS Batch pode interromper trabalhos que a estejam usando e devolver os recursos. Também é possível ativar a interrupção de tarefas de prioridade menor dentro da mesma cota para iniciar tarefas mais urgentes.

A configuração exige uma conta AWS com permissões para criar e gerenciar recursos do AWS Batch. O guia mostra a integração com o SageMaker Python SDK v3 e usa, em um exemplo, três cotas com o mesmo limite: uma instância ml.g5.xlarge cada. As estratégias podem ser ajustadas conforme a tolerância a interrupções e a necessidade de iniciar trabalhos rapidamente.

O que muda para você

A novidade serve a organizações que dividem GPUs entre equipes e executam treinamentos no SageMaker. Administradores podem configurar cotas e regras de empréstimo, mas precisam criar recursos do AWS Batch e ter permissões na conta AWS; o exemplo usa o SageMaker Python SDK v3. Para quem não administra essa infraestrutura, nada muda diretamente: o recurso organiza a fila de trabalhos, não é uma ferramenta de uso geral.

Minha leitura

O ganho depende de uma escolha operacional: aproveitar a GPU ociosa pode significar interromper um trabalho quando outra equipe precisar da capacidade. Por isso, a política de cotas precisa refletir a tolerância de cada tarefa a pausas e a prioridade dos trabalhos. O recurso automatiza a distribuição, mas não elimina essa decisão; ela continua sendo de quem administra os treinamentos.

Thiago FelizolaConsultor de IA, curador do Diário da IA

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