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Trabalho e dinheiro

Amazon, Microsoft, Alphabet e Meta planejam gastar ao menos US$ 720 bilhões

As quatro empresas destinarão a maior parte do investimento à infraestrutura de IA, enquanto investidores questionam quando os gastos darão retorno.

Centro de dados em construção com referências a Amazon, Microsoft, Alphabet e Meta, ilustrando seus planos de investimento em infraestrutura de IA.
Ilustração editorial · Diário da IA

Amazon, Microsoft, Alphabet e Meta disseram a investidores que planejam gastar ao menos US$ 720 bilhões em despesas de capital neste ano, a maior parte em infraestrutura de IA. O valor se soma a pelo menos US$ 1 trilhão em compromissos de gastos para os próximos anos, segundo a reportagem. Os planos contribuíram para uma forte queda nas ações de tecnologia na semana passada, em meio a dúvidas sobre o retorno desses investimentos.

A receita de algumas áreas cresce, mas ainda não está claro se isso compensa os custos. No terceiro trimestre, a receita de anúncios da busca do Google avançou 12%, ante 17% no mesmo período do ano anterior. Philipp Schindler, executivo da Alphabet, disse que o aumento de consultas no AI Mode afetou a monetização, que é menor nesse recurso. A empresa afirmou que seus testes com anúncios tiveram resultados promissores, sem apresentar exemplos específicos.

As companhias também indicaram que os gastos devem continuar. A Alphabet prevê investir de US$ 195 bilhões a US$ 205 bilhões neste ano e aumentar o valor “significativamente” em 2027. A Amazon planeja gastar US$ 220 bilhões neste ano e “significativamente mais” no próximo. A Meta espera investir de US$ 135 bilhões a US$ 145 bilhões em 2026. A reportagem observa que, apesar do crescimento de receitas como a do Google Cloud e da publicidade da Meta, o retorno dos investimentos em IA segue em aberto.

O que muda para você

Para quem usa ferramentas de IA, nada muda de imediato: a reportagem não anuncia novos produtos nem mudanças de acesso. Os números dizem respeito aos planos de investimento das empresas em infraestrutura. Para investidores e negócios que acompanham o setor, a questão é se o crescimento de receitas ligadas à IA vai compensar os gastos — algo que ainda não está claro.

Minha leitura

A pressão não vem só do tamanho dos gastos, mas de onde a receita aparece. O AI Mode pode atrair mais consultas e, ao mesmo tempo, render menos do que a busca tradicional. Para avaliar essa corrida, eu olharia para a conversão do uso em receita e para o que acontece com os negócios que hoje financiam a expansão.

Thiago FelizolaConsultor de IA, curador do Diário da IA

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