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Ai2 lança plataforma OlmoEarth para IA geoespacial em escala
Nova infraestrutura permite que organizações ambientais processem terabytes de imagens de satélite por centavos por km², com inferência em escala continental em cerca de um dia.

O Allen Institute for AI (Ai2) anunciou o lançamento da plataforma OlmoEarth, uma infraestrutura projetada para executar inferência de modelos de IA geoespacial em escala continental. A plataforma é construída sobre os modelos OlmoEarth, uma família de modelos fundacionais de observação da Terra pré-treinados em aproximadamente 10 terabytes de dados multimodais de satélite. Diferente de modelos abertos tradicionais, a plataforma oferece infraestrutura completa para organizações que não possuem capacidade técnica para gerenciar todo o ciclo de vida dos dados — desde a rotulagem até a inferência em larga escala.
A plataforma foi desenvolvida a partir da experiência do Ai2 com sistemas como Skylight e EarthRanger, usados diariamente por organizações ambientais. O principal desafio técnico resolvido foi a execução de inferência em escala planetária: um único job de ajuste fino pode mover terabytes de dados e rodar por horas, exigindo pipelines eficientes que separam tarefas entre CPUs e GPUs. O sistema divide regiões geográficas em partições independentes, permitindo paralelismo massivo — em um teste recente para mapear risco de incêndios na América do Norte, a plataforma usou 19.600 CPUs e 994 GPUs simultaneamente, reduzindo 4.737 horas de computação serial para 30,5 horas (aceleração de 155 vezes).
Para lidar com a complexidade de múltiplos provedores de imagens de satélite, a OlmoEarth mantém seu próprio índice de metadados atualizado em tempo real, evitando sobrecarregar APIs externas. O sistema suporta formatos otimizados para nuvem como COG e Zarr, realizando leituras seletivas por janela em vez de baixar cenas inteiras. O custo da inferência é de frações de centavo por quilômetro quadrado, com capacidade de processar dezenas de terabytes de imagens por dia.
O roadmap da plataforma inclui ferramentas de anotação, integração com dados de radar de abertura sintética (SAR) e modelos específicos para monitoramento de desmatamento, segurança alimentar e risco de incêndios. O Ai2 afirma que a plataforma foi projetada para ser resiliente a falhas, com tarefas idempotentes e recuperação automática. A iniciativa busca fechar a lacuna entre o potencial dos modelos geoespaciais e a capacidade real de organizações ambientais, governos e ONGs de aplicá-los em escala.