Repórter da The Verge adaptou um pingente de US$ 50 para usar a Muse
O jornalista reprogramou um kit Waveshare com ajuda do Claude Code para acrescentar funções à assistente de IA da Meta. O experimento não é um anúncio de produto da empresa.

Um repórter da The Verge comprou por US$ 50 um pingente com tela sensível ao toque e o adaptou para conversar com a Muse, assistente de IA da Meta. O aparelho, Waveshare ESP32-S3 1.75C, é um kit de desenvolvimento que a empresa sugere para criar dispositivos conectados à Muse. O texto relata um experimento pessoal, não o lançamento do Muse Charm, que a Meta pretende vender.
Na configuração inicial, o pingente respondia devagar, mostrava poucas palavras por vez e não falava em voz alta. Com o Claude Code, o jornalista acrescentou um histórico de conversas, voz do ElevenLabs, controle remoto da câmera do celular e avatares com um minijogo inspirado no Tamagotchi. Também ajustou o aparelho para ignorar gravações de áudio com menos de um segundo.
O repórter afirma que não tem experiência em programação e não sabe se o código gerado é confiável. Por precaução, conectou o dispositivo a uma rede Wi-Fi de convidados. Segundo ele, a velocidade das respostas ainda varia por causa dos servidores da Meta. O texto deixa em aberto se o Muse Charm permitirá programação tão livre quanto o kit de desenvolvimento.
O que muda para você
O relato interessa a quem programa ou quer experimentar dispositivos conectados à Muse. O kit Waveshare custou US$ 50 ao jornalista, e as funções extras dependeram de reprogramação com o Claude Code; não são recursos prontos para consumidores. Para quem apenas usa a Muse, a matéria não apresenta uma nova opção disponível nem confirma que o Muse Charm poderá ser personalizado da mesma forma.
Minha leitura
O ganho aqui está em reduzir o esforço para personalizar um aparelho, mas isso não resolve a questão da confiabilidade. O próprio jornalista não sabe se o código funciona bem e precisou contornar limitações do dispositivo. Para quem considera um produto como o Muse Charm, a distinção prática é entre um kit aberto a mudanças e um aparelho pronto para uso: ainda não sabemos quanta liberdade de programação o produto da Meta terá.
Thiago FelizolaConsultor de IA, curador do Diário da IA

