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Photon Matrix busca autorização para vender aparelho a laser contra mosquitos

A startup chinesa recebe pedidos antecipados pelo dispositivo, que identifica mosquitos com LiDAR e dispara um laser contra suas asas. A venda ainda depende de aprovações regulatórias.

Ilustração de aparelho doméstico apontando um feixe verde para um mosquito, representando dispositivo que ainda busca autorização de venda.
Ilustração editorial · Diário da IA

A startup chinesa Photon Matrix desenvolveu o Laser Mosquito Air Defense System, um aparelho doméstico que usa LiDAR e inteligência artificial para localizar mosquitos e disparar um laser contra suas asas. A empresa recebe pedidos antecipados e prevê começar a produção em massa nas próximas semanas, mas ainda busca autorização regulatória para comercializar o produto na China, na Europa e nos Estados Unidos.

O sistema emite 100 mil pulsos fracos de laser por segundo para mapear uma área e acompanhar objetos menores do que uma ervilha. Ao identificar um mosquito, dispara um segundo laser por um centésimo de segundo. Segundo Wang Chuan, fundador e diretor-executivo da empresa, esse tempo basta para queimar as asas. O inseto perde a capacidade de voar, mas pode levar horas ou dias para morrer.

O aparelho usa um laser Classe 4, a categoria de maior potência, que pode causar lesões na retina em menos de um segundo. Ken Barat, ex-responsável pela segurança de lasers no Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, considera que os mecanismos de proteção podem tornar o dispositivo seguro, mas alerta que o risco não desaparece. A Photon Matrix afirma ter recebido 5 mil pedidos antecipados.

O que muda para você

O aparelho ainda depende de autorizações regulatórias para ser comercializado nos mercados citados. A Photon Matrix recebe pedidos antecipados e prevê começar a produção em massa nas próximas semanas, mas isso não significa que já esteja à venda. Para quem busca uma solução doméstica contra mosquitos, o dispositivo ainda não está disponível para uso comercial segundo a fonte, e emprega um laser de alta potência com riscos oculares.

Minha leitura

Eu esperaria ver como as proteções funcionam no produto comercial antes de tratar a conveniência como principal critério. O aparelho usa o laser da categoria de maior potência, e o especialista citado diz que os mecanismos de segurança não eliminam o risco. Além disso, pedidos antecipados e produção prevista não significam que o dispositivo já possa ser vendido: ainda faltam aprovações regulatórias.

Thiago FelizolaConsultor de IA, curador do Diário da IA

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