Olivia Moore vê espaço para novos modelos de receita em IA para consumidores
A sócia da Andreessen Horowitz publicou um relatório sobre os 100 principais aplicativos de IA para consumidores e defendeu fontes de receita além de assinaturas e APIs. A lista não tem representantes em seis categorias, como saúde e viagens.

Olivia Moore, sócia da Andreessen Horowitz que acompanha IA para consumidores, publicou na segunda-feira um relatório sobre os 100 principais aplicativos do segmento. Em entrevista ao TechCrunch, ela disse que há espaço para empresas buscarem receitas além de assinaturas e cobrança pelo uso de APIs. O ChatGPT segue muito à frente, enquanto Suno e ElevenLabs mostram, segundo a reportagem, sinais de permanência entre os serviços menores.
Moore considera anúncios uma forma de oferecer acesso gratuito e deixar a assinatura como opção para removê-los. Ela também apontou modelos mais baratos e de código aberto como caminhos para reduzir custos, já que nem toda tarefa exige os modelos mais avançados. Na avaliação dela, a receita atual se concentra em assinaturas e uso de tokens, sobretudo entre empresas e usuários profissionais.
A investidora disse que muitos aplicativos classificados como voltados ao consumidor atendem, na prática, usuários profissionais, em áreas como criação de produtos, marketing e gestão do trabalho. O relatório não encontrou aplicativos entre os 100 principais em categorias como redes sociais, namoro, comércio, viagens, finanças e saúde. Moore espera ver avanços nessas áreas nos próximos seis meses.
O que muda para você
A entrevista não anuncia um serviço novo nem muda o acesso aos aplicativos atuais. A discussão interessa principalmente a quem cria produtos para consumidores: Moore aponta anúncios, modelos mais baratos e código aberto como alternativas para reduzir custos e ampliar as fontes de receita. As categorias sem representantes na lista indicam oportunidades percebidas por ela, não produtos já disponíveis nem uma previsão garantida.
Minha leitura
A aposta de Moore depende de a IA encontrar formas de receita que não recaiam sempre sobre a assinatura do usuário. Anúncios podem ampliar o acesso, mas ela apresenta essa possibilidade como uma visão de negócio, não como uma mudança já adotada pelos serviços citados. Também separaria ferramentas pagas por profissionais de produtos pensados para o público geral: são mercados diferentes, mesmo quando aparecem sob o rótulo de IA para consumidores.
Thiago FelizolaConsultor de IA, curador do Diário da IA

