NASA troca referências à inteligência artificial por “superinteligência”
A NASA começou a substituir o termo “inteligência artificial” em seus canais, seguindo uma ordem executiva de Donald Trump. A mudança de vocabulário não altera as tecnologias usadas pela agência.

A NASA começou a substituir referências à inteligência artificial por “superinteligência” em suas comunicações, seguindo uma ordem executiva assinada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Um documento interno obtido pelo Space.com organiza a implementação em quatro fases, com prazos recomendados entre 9 de outubro e 23 de dezembro.
O plano abrange sites, publicações, títulos de cargos e infraestrutura digital. A orientação também troca expressões como “IA generativa” por “superinteligência generativa” e proíbe reconhecer publicamente a nomenclatura anterior. Termos técnicos como aprendizado de máquina, grandes modelos de linguagem e chatbots continuam permitidos.
A mudança não altera as tecnologias usadas pela agência em pesquisas e missões, como a navegação de veículos em Marte e a análise de dados científicos. Funcionários ouvidos pelo Space.com temem confusão na comunidade científica e entre o público. Uma etapa prevê alterações em endereços digitais e alerta que elas podem interromper APIs e outras integrações de software.
A NASA afirmou que coordena a implementação para preservar a funcionalidade e a acessibilidade de seus sistemas e serviços. As diretrizes para publicações científicas e documentos de pesquisa ainda estão em elaboração.
O que muda para você
A mudança afeta principalmente funcionários, contratados e equipes que mantêm os canais e sistemas digitais da NASA. Para o público, muda a linguagem usada pela agência, não as capacidades das tecnologias em suas missões. Quem depende de integrações digitais da NASA pode ter de adaptar conexões se endereços forem alterados; o documento alerta para esse risco, mas não especifica quais serviços serão afetados.
Minha leitura
A troca de vocabulário pode parecer simples até chegar aos sistemas e à pesquisa científica. O plano prevê mudanças em endereços digitais que podem interromper integrações, enquanto as regras para publicações científicas ainda estão em elaboração. Para quem acompanha a NASA, vale separar a comunicação oficial do que a tecnologia realmente faz: a agência diz que as capacidades usadas em suas missões não mudam.
Thiago FelizolaConsultor de IA, curador do Diário da IA

