Honeyjar desenvolve IA para organizar tarefas de relações públicas
A startup apresenta ferramentas para redigir anúncios, encontrar jornalistas e identificar oportunidades de comunicação. O cliente ainda precisa decidir se envia ou publica o material.

A Honeyjar está desenvolvendo ferramentas de IA para apoiar tarefas de relações públicas e comunicação. A startup participará do TechCrunch Disrupt nesta semana como parte do Startup Battlefield 200. Suas fundadoras, Michelle Masek, CEO, e Nadia Jamshidi, diretora de comunicação, têm décadas de experiência no setor.
A plataforma pode redigir anúncios, encontrar jornalistas para contato e identificar oportunidades de palestras. Segundo Jamshidi, a proposta mais ampla é reunir essas funções em um fluxo de comunicação, com análise de notícias e redes sociais, acompanhamento de cobertura e identificação de oportunidades.
Masek disse que a lista de espera recebeu 10 mil inscrições nas primeiras 24 horas. Entre os participantes do teste beta estão Nextdoor, Coco Robotics, Bloomberg Beta e as agências Mission North e Full Picture. A empresa diz que não pretende substituir profissionais de relações públicas.
A Honeyjar pode preparar e-mails e publicações na voz do cliente, mas a pessoa precisa enviá-los ou publicá-los. As fundadoras também estão treinando o produto com o julgamento de outros profissionais de comunicação. Segundo Masek, em alguns casos, a ferramenta pode recomendar que uma empresa ainda não busque cobertura da imprensa.
O que muda para você
O acesso descrito está limitado a uma lista de espera e a um teste beta com empresas e agências citadas pela Honeyjar; a fonte não informa preço nem disponibilidade geral. Para equipes de comunicação e marketing, a proposta é reunir pesquisa, preparação de mensagens e acompanhamento de cobertura. A ferramenta pode redigir, mas o cliente ainda decide se envia ou publica.
Minha leitura
O trabalho mais difícil de automatizar aqui é decidir se vale falar, com quem e em que momento. Redigir um e-mail é uma tarefa; avaliar se a empresa tem algo relevante para dizer exige contexto e julgamento. A Honeyjar mantém a decisão de enviar com uma pessoa, mas afirma que quer incorporar esse julgamento ao produto. O critério será se as mensagens ficam mais pertinentes, não apenas se a ferramenta produz mais delas.
Thiago FelizolaConsultor de IA, curador do Diário da IA

