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Hassabis propõe órgão global de IA liderado pelos EUA
CEO do Google DeepMind defende criação de entidade regulatória internacional para avaliar modelos de fronteira antes do lançamento, com poder de desacelerar implantações arriscadas. Ele espera que o órgão funcione ainda em 2025.

O CEO e cofundador do Google DeepMind, Demis Hassabis, defendeu a criação de um órgão regulador global de inteligência artificial liderado pelos Estados Unidos. Em um post em seu blog, ele propôs que a entidade tenha autoridade para avaliar modelos de fronteira antes de sua liberação e coordenar uma desaceleração no setor caso os sistemas sejam considerados arriscados demais para implantação. Hassabis afirmou que os EUA são o país mais adequado para liderar a iniciativa, dada sua posição econômica e técnica.
A proposta, intitulada “Um Framework para IA de Fronteira e o Amanhecer de uma Nova Era”, argumenta que a necessidade de regulação global se torna mais urgente à medida que os sistemas de IA ganham sofisticação. Hassabis estima que a inteligência artificial geral (AGI) esteja “provavelmente a apenas alguns anos de distância”. Ele comparou o momento atual ao “sopé da singularidade” e disse que a humanidade está testemunhando o início de uma nova era.
Segundo o Axios, Hassabis passou meses construindo apoio para sua proposta, incluindo reuniões com a administração Trump, outros laboratórios de IA e autoridades europeias. Ele afirmou que os sinais vindos da Casa Branca são “muito positivos” e espera que a nova organização comece a funcionar antes do fim de 2025. A entidade se inspiraria em reguladores existentes, como a Autoridade Reguladora da Indústria Financeira dos EUA, e seria composta por especialistas independentes e representantes de comunidades de código aberto.
A iniciativa é a mais recente tentativa de Hassabis e outros líderes do setor de estabelecer uma estrutura coerente para governar sistemas de IA cada vez mais poderosos e mitigar riscos potenciais. Atualmente, não há um conjunto global de regras específicas para IA, nem uma legislação abrangente nos EUA. Hassabis, vencedor do Prêmio Nobel de Química de 2024, também assinou no mês passado uma declaração pedindo proteções mais rigorosas contra a produção de armas biológicas assistidas por IA. Suas declarações seguem um manifesto de economistas e executivos — incluindo Jack Clark, da Anthropic, e Eric Schmidt, ex-CEO do Google — que alertam para os impactos econômicos iminentes da tecnologia.