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Filme sobre Sam Altman recebe elogios após Amazon abandonar projeto

Artificial, de Luca Guadagnino, recebeu críticas positivas no Festival de Cinema de Nova York. A Amazon havia financiado o filme e depois o abandonou; os direitos passaram para a Neon.

Filme sobre Sam Altman recebe elogios após Amazon abandonar projeto
Imagem: reprodução · Canaltech

As primeiras impressões de Artificial, novo filme de Luca Guadagnino, começaram a circular após exibições no Festival de Cinema de Nova York. O longa retrata Sam Altman, fundador da OpenAI, em 2023, quando ele foi demitido e voltou ao cargo de CEO menos de uma semana depois.

Segundo a matéria, a Amazon financiou o projeto no início, mas o abandonou alguns meses depois, apesar de o filme estar praticamente finalizado. A empresa havia fechado uma parceria de US$ 50 bilhões com a OpenAI em fevereiro deste ano, e os direitos acabaram comprados pela Neon.

Entre as reações citadas, Matt Neglia descreveu o filme como “tão divertido quanto aterrorizante” e “uma história humana e brilhantemente escrita sobre poder, controle, ambição e ganância”. Jairo Jiménez elogiou Andrew Garfield como Altman. Joe Russo afirmou que Artificial é “o filme que Sam Altman não quer que você veja” e falou em censura dos oligarcas da tecnologia. A estreia nos Estados Unidos está marcada para 25 de dezembro; no Brasil, ainda não há data confirmada.

O que muda para você

Para quem acompanha tecnologia e mídia, o caso mostra um filme já cercado de debate antes da estreia. Quem se interessa por OpenAI, Sam Altman e bastidores da indústria vai encontrar um retrato dramático de um episódio real. Para o público geral no Brasil, ainda não há data confirmada de lançamento.

Minha leitura

A parte mais interessante aqui não é a crítica elogiosa. É a combinação entre parceria bilionária, abandono de projeto quase pronto e a suspeita de interferência no que pode ou não circular. Isso expõe uma linha tênue entre negócio e narrativa. Quando a empresa financia, compra direitos e depois sai, o problema deixa de ser só cinema. Vira governança de informação, e eu olho para isso como um teste de independência bem mais sério do que uma sinopse provocadora.

Thiago FelizolaConsultor de IA, curador do Diário da IA

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