Block apresenta o modelo de voz Dessa, treinado com conversas humanas
A Block divulgou exemplos de conversas por voz com o Dessa, modelo que diz ter treinado do zero usando fala humana. A empresa afirma que ele pode rodar localmente em um MacBook Pro M4 Max ou superior.

A Block anunciou o Dessa, um modelo de inteligência artificial treinado, segundo a empresa, “do zero apenas com conversas humanas”. Para apresentar o sistema, publicou exemplos de interações por voz que às vezes soam naturais, mas também podem parecer estranhas ou artificiais.
Nos exemplos, o Dessa participa de um jogo de adivinhação e conversa sobre filmes de Christopher Nolan. Em outro trecho, a pessoa conta que levou o modelo de surpresa a Paris, e ele responde com o que o site descreve como uma reação emocionada. O sistema também confunde inicialmente uma pessoa com alguém chamado “Ronaldo” e, ao falar de filmes de Nolan, desvia para os filmes do Superman de Bryan Singer.
A equipe descreve o Dessa como um modelo que recebe e responde à fala, sem converter tudo em texto. Segundo a Block, ele pode rodar localmente em um MacBook Pro M4 Max ou superior. A empresa cita curiosidade, melhor compreensão entre humanos e IA e segurança como razões para criá-lo. A equipe afirma que o modelo é um passo para reconhecer emoções na voz, mas dará acesso antecipado apenas a um pequeno grupo de pesquisadores de segurança em IA.
O que muda para você
O acesso anunciado é restrito a um pequeno grupo de pesquisadores de segurança em IA. A Block afirma que o modelo pode rodar localmente em um MacBook Pro M4 Max ou superior, mas não informa disponibilidade geral. Para quem usa assistentes de voz, os exemplos mostram a proposta e algumas falhas; ainda não há um produto aberto para experimentar.
Minha leitura
A fluidez de uma conversa não basta para mostrar que um assistente de voz é confiável. Nos exemplos da Block, o Dessa acompanha o ritmo humano em alguns momentos, mas também confunde quem está falando e sai do assunto. A proposta de reconhecer emoções na voz pode importar para a segurança, mas a empresa a apresenta como um passo de pesquisa. O teste decisivo será ver como o modelo reage a situações difíceis, não só a trechos escolhidos para demonstração.
Thiago FelizolaConsultor de IA, curador do Diário da IA
