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Uso de IA cresce entre americanos, mas desconfiança persiste

Pesquisa do Pew Research Center mostra aumento no uso de chatbots e dispositivos com IA nos EUA, mas a maioria dos adultos vê o avanço da tecnologia com preocupação e espera impactos negativos para a sociedade.

Uso de IA cresce entre americanos, mas desconfiança persiste
Uma nova pesquisa do Pew Research Center revela que, embora mais americanos estejam adotando ferramentas de inteligência artificial no dia a dia, a desconfiança em relação à tecnologia continua alta. O levantamento, realizado com 5.119 adultos entre 17 e 23 de fevereiro de 2026, mostra que 44% dos entrevistados já usaram o ChatGPT — número que mais que dobrou desde 2023 e subiu 10 pontos percentuais em relação ao ano anterior. O uso de chatbots é mais comum entre adultos com menos de 50 anos, que são cerca de duas vezes mais propensos a usar a ferramenta do que os mais velhos. Apesar da maior adoção, a percepção geral sobre a IA segue negativa. Quatro em cada dez americanos acreditam que a inteligência artificial terá um impacto negativo na sociedade nos próximos 20 anos, enquanto apenas 13% preveem um efeito positivo. A visão sobre o impacto pessoal é um pouco menos pessimista, mas ainda negativa: 31% esperam consequências ruins para si próprios. Entre os mais jovens, com menos de 30 anos, o ceticismo é ainda maior do que entre os mais velhos — contrariando a ideia de que as novas gerações seriam mais favoráveis à tecnologia. A pesquisa também aponta que dois terços dos americanos consideram que a IA está avançando rápido demais. Apenas 2% acham o ritmo lento. A preocupação com a segurança dos dados pessoais é outro ponto crítico: 70% acreditam que a IA tornará as informações menos seguras. A confiança no governo para regular a tecnologia também é baixa, mas com diferenças partidárias marcantes: 74% dos democratas não confiam na regulação estatal, contra 61% dos republicanos — uma lacuna que cresceu nos últimos anos. No uso prático, os chatbots são vistos mais como ferramentas de produtividade do que como ameaças. Cerca de 30% dos usuários dizem que eles ajudam na eficiência e na obtenção de informações, enquanto apenas 5% apontam prejuízos. Dispositivos como smartwatches (presentes em 40% dos lares) e alto-falantes inteligentes (cerca de um terço) já fazem parte da rotina de muitos americanos. Mesmo assim, a maioria da população ainda não usa chatbots — metade dos adultos nunca os utilizou —, o que sugere que a adoção, embora crescente, ainda enfrenta barreiras de confiança e hábito.