Thomson Reuters cria inteligência artificial própria para o setor jurídico
Empresa lançou o Thomson, um modelo de linguagem treinado com 150 anos de conteúdo jurídico, que será usado no assistente CoCounsel para analisar documentos
A Thomson Reuters, gigante global de informações profissionais, lançou nesta semana o Thomson, seu primeiro modelo próprio de inteligência artificial para o setor jurídico. O sistema foi criado combinando o vasto acervo de conhecimento jurídico da empresa com modelos de linguagem de terceiros, e promete oferecer consultoria legal mais precisa e especializada.
O Thomson será usado inicialmente no CoCounsel, assistente de IA da empresa, em uma função chamada Análise Tabular — que revisa grandes volumes de documentos. O modelo foi treinado com o conteúdo da plataforma Westlaw, que reúne mais de 40 mil bases de dados e 150 anos de publicações jurídicas. Para isso, a Thomson Reuters gastou cerca de US$ 40 milhões ao longo de dois anos, mas conseguiu reduzir o custo do treinamento final para aproximadamente US$ 450 mil. Em vez de criar um modelo do zero, a empresa partiu de um modelo de código aberto e adicionou seu conteúdo exclusivo, métodos de treinamento e expertise profissional.
A empresa não quer competir com os grandes laboratórios de IA em todas as áreas. "O Thomson precisa definir o estado da arte em inteligência para o direito", disse Joel Hron, chefe global de IA da Thomson Reuters. O treinamento incluiu realinhamento com os valores da empresa, pré-treinamento com seu conteúdo e um pós-treinamento guiado por especialistas. Centenas de profissionais ajudaram a definir os objetivos, criar exemplos de perguntas jurídicas e avaliar as respostas. Testes internos mostraram que o Thomson tem desempenho competitivo com os principais modelos quando todos têm acesso apenas à internet, e se sai melhor quando conectado ao conteúdo da Thomson Reuters.
Para o usuário comum, a novidade não muda nada no dia a dia — o Thomson é uma ferramenta profissional para advogados e escritórios de advocacia. A empresa planeja liberar uma versão menor e de código aberto para uso acadêmico, e está desenvolvendo um portal para que desenvolvedores testem o modelo. Apenas 10% do conteúdo total da empresa foi usado até agora, e o próximo passo é transformar os dados mais úteis em melhores sinais de treinamento. A Thomson Reuters também garante que os dados dos clientes não são usados para treinar o modelo, o que reforça sua aposta em uma IA soberana e controlada.
De onde veio esta notícia
Texto em português produzido com apoio de inteligência artificial a partir da publicação original de Siliconangle. Os fatos, números e nomes são os da fonte — se quiser conferir, o link abaixo leva ao original.
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