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Microsoft troca modelos da OpenAI e Anthropic por IA própria

A Microsoft está redirecionando parte do uso de IA de aplicativos como Excel e Outlook para seus próprios modelos MAI, visando reduzir gastos com terceiros. A mudança ainda é pequena frente ao total de consultas do Copilot.

Microsoft troca modelos da OpenAI e Anthropic por IA própria
A Microsoft está gradualmente substituindo modelos avançados de IA da OpenAI e da Anthropic por seus próprios sistemas da família MAI (Microsoft AI), segundo relatório da Bloomberg citando fonte próxima à estratégia da empresa. A motivação principal é o custo: “dezenas de milhares de prompts” em plataformas como Excel e Outlook que antes passavam por modelos de terceiros agora são processados internamente. Apesar da mudança, isso representa apenas uma fração do uso total de IA da Microsoft, já que o Copilot lida com muitos milhões de prompts por semana. A decisão reflete uma tendência maior no setor de tecnologia: o receio com os gastos crescentes em IA. Após um período de adoção intensa, empresas como Amazon, Accenture, Meta e Uber também buscam reduzir suas contas de IA. Algumas firmas americanas migraram para modelos chineses mais baratos, como o V4-Pro da DeepSeek, que cobra US$ 0,435 por milhão de tokens de entrada, contra US$ 10 da Anthropic pelo modelo Fable 5. O CEO de IA da Microsoft, Mustafa Suleyman, afirmou à Bloomberg: “A Anthropic é extremamente cara; pagamos muito a eles, e nosso objetivo é reduzir e eliminar esse custo.” Em abril, a Microsoft lançou sete novos modelos MAI, incluindo o raciocinador MAI-Thinking 1, com 35 bilhões de parâmetros ativos e janela de contexto de 256 mil tokens. Em testes cegos, ele igualou as capacidades de codificação do Claude Opus 4.6 da Anthropic. O OpenAI cobra US$ 5 por milhão de tokens de entrada pelo GPT-5.5, valor bem menor que o da Anthropic, mas a Microsoft tem acesso a descontos significativos via parceria — que expira em 2032. A integração de modelos próprios da Microsoft deve se intensificar, mas ainda há desafios: a empresa reconhece que seus modelos MAI não são tão sofisticados quanto os líderes de mercado. A mudança estratégica, porém, sinaliza que o custo-benefício está pesando mais que a busca pela fronteira técnica. Para o mercado brasileiro, a tendência de verticalização de IA por gigantes como Microsoft pode pressionar fornecedores locais a buscar eficiência ou modelos mais acessíveis, enquanto a dependência de APIs caras de terceiros se torna menos atrativa.