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Robôs ganham memória de longo prazo com sistema do MIT

Pesquisadores do MIT criaram o DAAAM, sistema que dá memória de longo prazo a robôs, registrando o que, onde e quando veem objetos. Resultados superam métodos atuais em até 28%.

O MIT apresentou o DAAAM (Describe Anything, Anywhere, at Any Moment), um sistema que concede aos robôs uma memória de longo prazo em tempo real. Diferente de sistemas anteriores, o DAAAM não apenas identifica objetos, mas também registra suas localizações e horários de observação. A tecnologia utiliza um feed de vídeo de câmera com sensor de profundidade para construir um "grafo de cena 4D", atualizado continuamente.

Robôs ganham memória de longo prazo com sistema do MIT

A memória de longo prazo é um desafio antigo em robótica. Humanos combinam naturalmente informações de local, tempo e aparência para lembrar onde deixaram objetos, mas robôs historicamente falham nessa tarefa. O DAAAM resolve isso ao armazenar descrições, posições 3D e timestamps de cada objeto observado, permitindo consultas em linguagem natural como "onde vi a ferramenta vermelha?" ou "há quanto tempo aquela porta está aberta?". Em testes, o sistema superou concorrentes em precisão e localização, completando tarefas de navegação 28% mais vezes que o segundo melhor método.

Apesar do avanço, o sistema tem limitações. O modelo de descrição (DAM) foi treinado em apenas 1,5 milhão de amostras e pode falhar com objetos incomuns, como prever maçanetas em portas de elevador. A velocidade de processamento (5 descrições por segundo) é suficiente para robôs móveis terrestres, mas não para drones ou VR. O armazenamento de histórico completo também pode crescer demais em operações longas, exigindo estratégias de sumarização futuras. Os pesquisadores liberarão o código e dados como código aberto.

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