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Pesquisa da Anthropic revela medos e esperanças dos EUA com IA

Levantamento com 52 mil americanos mostra que cura de doenças é a maior esperança, enquanto perda de empregos lidera os temores. Há consenso bipartidário por regulação governamental.

Pesquisa da Anthropic revela medos e esperanças dos EUA com IA
A Anthropic divulgou os primeiros resultados de sua nova série de pesquisas, Anthropic Public Record, realizada entre novembro e dezembro de 2025 com 51.993 americanos. O levantamento nacional mostra que, apesar das divisões políticas típicas, há um amplo consenso sobre inteligência artificial: os americanos querem os benefícios prometidos pela tecnologia, mas temem as disrupções que ela pode causar e exigem responsabilidade das empresas que a desenvolvem. Entre as esperanças, curar doenças lidera com 48% das menções entre as três principais, seguido por ajudar pessoas com deficiência (36%). Já os medos são dominados por preocupações concretas e de curto prazo: perda de empregos (64%), dependência cognitiva (56%) e desinformação (52%). Curiosamente, o medo de perder o emprego é maior entre os mais escolarizados — quase 10 pontos percentuais a mais entre pós-graduados do que entre quem tem só ensino médio. Mas quem usa IA no trabalho diariamente tem menos medo (54%) do que quem nunca usa (70%). A pesquisa também revela que 71% dos americanos defendem que o governo tenha algum papel no desenvolvimento e na regulação da IA — um supermaioria bipartidária. A confiança nas empresas de IA, porém, é a mais baixa entre todas as instituições testadas: apenas 15% confiam nelas para decidir como a tecnologia será usada. Para garantir que a IA sirva aos interesses da humanidade, as respostas mais citadas foram responsabilizar legalmente as empresas (47%) e priorizar a segurança sobre o crescimento (44%). Os resultados indicam que o debate sobre IA nos Estados Unidos é menos polarizado do que se poderia imaginar, com preocupações e esperanças compartilhadas entre partidos, regiões e níveis de escolaridade. A Anthropic planeja repetir a pesquisa regularmente e expandi-la para fora dos EUA, buscando capturar como a opinião pública evolui à medida que a tecnologia avança e se espalha.