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DeepMind e Isomorphic Labs lançam programa de bioresiliência

Google DeepMind e Isomorphic Labs anunciam parceria para usar modelos de IA na prevenção, detecção e resposta a ameaças biológicas, incluindo novos surtos e uso indevido de tecnologia.

DeepMind e Isomorphic Labs lançam programa de bioresiliência
O Google DeepMind e a Isomorphic Labs apresentaram nesta quinta-feira (16) uma abordagem conjunta para bioresiliência, combinando inteligência artificial com biologia para enfrentar ameaças como pandemias e o uso indevido de modelos avançados. O programa tem dois pilares: impedir que agentes mal-intencionados explorem as ferramentas de IA e capacitar governos, cientistas e especialistas em biossegurança a usar essas tecnologias para construir um mundo mais resiliente. Nos últimos 12 meses, as empresas firmaram mais de 15 parcerias com órgãos governamentais, organizações de biossegurança e grupos de pesquisa. O anúncio ocorre em um momento em que o cenário global de biossegurança se torna mais complexo, com ecossistemas naturais em mudança, viagens internacionais e o potencial de uso indevido da IA. Para as empresas, a própria IA é uma ferramenta crítica de resposta. Modelos como o AlphaFold, que mapeou as estruturas 3D de quase todas as proteínas conhecidas, o motor de design de fármacos IsoDDE e o AlphaGenome, que decifra funções do genoma, estão mudando a abordagem de reativa para proativa. O programa se estrutura em três eixos. Na prevenção, o DeepMind segue um processo de segurança em quatro etapas — modelagem de ameaças, avaliações, mitigações e monitoramento — e adapta a tecnologia SynthID para biologia, permitindo que fornecedores de síntese de DNA identifiquem sequências potencialmente perigosas geradas por IA. Na detecção, o agente AlphaEvolve otimiza algoritmos de sequenciamento metagenômico, tornando a vigilância de patógenos mais rápida e barata. Na resposta, pesquisadores de confiança terão acesso aos sistemas mais recentes do DeepMind para acelerar o design de vacinas, e a Isomorphic Labs criou uma unidade focada em surtos para usar seu motor de design de fármacos em contramedidas médicas. A iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla para gerenciar riscos químicos, biológicos, radiológicos e nucleares (CBRN), alinhada ao Frontier Safety Framework do DeepMind. As empresas afirmam que o esforço é complexo e de longo prazo, e se comprometem a trabalhar de forma aberta com laboratórios de biossegurança, governos e a comunidade científica para garantir que a IA seja desenvolvida e usada de forma responsável na proteção contra uma das maiores ameaças à sociedade.