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Netflix usa voz de Gene Wilder gerada por IA em reality show de

A plataforma recriou digitalmente a voz do falecido ator para narrar o trailer do novo reality show 'Wonka's The Golden Ticket', com autorização da família e parceria com a ElevenLabs.

Netflix usa voz de Gene Wilder gerada por IA em reality show de
A Netflix confirmou o uso de inteligência artificial para recriar a voz de Gene Wilder, o icônico intérprete de Willy Wonka no filme de 1971, em seu novo reality show “Wonka’s The Golden Ticket”. O programa, que estreia em 23 de setembro, seguirá a linha dos jogos baseados em universos fictícios, como o recente reality de “Round 6”. De acordo com a Deadline, a empresa trabalhou com a ElevenLabs, especialista em áudio por IA, e obteve consentimento da família do ator, falecido em 2016. A narração gerada artificialmente aparece no teaser trailer, enquanto os cenários e os desafios mostrados são reais. A iniciativa dá continuidade a uma tendência da Netflix de usar IA para recriar vozes de figuras falecidas, algo já feito anteriormente com Michael Caine e Stan Lee. O projeto também se insere na parceria da plataforma com a Roald Dahl Story Company, firmada em 2021, que já rendeu outras produções baseadas na obra do autor. O uso de tecnologia de clonagem vocal levanta debates sobre ética e preservação da herança artística, mas a empresa justifica a ação como uma forma de homenagear o legado de Wilder, mantendo o tom lúdico e nostálgico esperado pelos fãs. O reality promete ser uma “experiência social de alto risco”, nas palavras da Netflix. Doze participantes, cada um com um acompanhante de sua escolha, disputarão provas inspiradas no universo de Willy Wonka. O vencedor será revelado no final de duas partes, marcado para 30 de setembro. Vale destacar que o programa é independente do filme animado “Charlie e a Fábrica de Chocolate”, previsto para 2027, e não deve ser confundido com adaptações anteriores. A repercussão do uso de IA na indústria do entretenimento continua polarizada. Enquanto alguns veem a tecnologia como uma ferramenta criativa poderosa, outros alertam para os riscos de banalizar o trabalho de atores e substituir profissionais. No caso de Wilder, o aval da família pode ter atenuado críticas, mas o episódio reforça a necessidade de regulamentação e transparência no emprego de vozes sintéticas, especialmente em obras que envolvem figuras icônicas e emocionalmente relevantes para o público.