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Dr. Dre defende uso de IA na música e chama críticos de medrosos

Em entrevista ao New York Times, o produtor diz que inteligência artificial é só mais uma ferramenta, como a bateria eletrônica. Colegas como Timbaland também usam, mas escondem.

Dr. Dre defende uso de IA na música e chama críticos de medrosos

O lendário produtor Dr. Dre, responsável por hits como “California Love” e “The Real Slim Shady”, saiu em defesa do uso de inteligência artificial (IA) na produção musical. Em entrevista ao New York Times, ele classificou os críticos da tecnologia como “pessoas com medo de aprender coisas novas”. Para Dre, quem vê a IA como ameaça é quem tem dificuldade de criar.

Dr. Dre disse que usa a IA como uma ferramenta para testar ideias — “ver o que ela faria com o que acabei de fazer”. Ele comparou a resistência atual à que houve quando surgiram a bateria eletrônica e os sintetizadores. O executivo Jimmy Iovine, sócio de Dre na Beats, afirmou não ver “nenhum lado negativo” e que “gente talentosa com IA vai fazer discos melhores”. Iovine revelou que muitos produtores usam IA, mas escondem. Um deles é Timbaland, também vencedor do Grammy.

A polêmica vai além da música. Plataformas como Spotify e Apple Music vão começar a rotular músicas feitas por IA. O Spotify ainda prepara uma ferramenta, em parceria com a Universal Music, para criar versões cover com IA — e planeja cobrar por isso. No cinema, diretores como Martin Scorsese e Steven Soderbergh apoiam a tecnologia, enquanto Guillermo Del Toro disse que “prefere morrer” a usar IA generativa, e Seth Rogen afirmou que quem usa IA para escrever roteiros deveria simplesmente não ser escritor.

Para quem ouve música no dia a dia, a notícia não muda nada de imediato. Mas sinaliza que a IA veio para ficar nos estúdios, acelerando processos e barateando a produção. O lado preocupante envolve direitos autorais (muitos modelos são treinados com obras protegidas sem autorização) e o risco de substituir empregos de músicos e engenheiros de som. Por enquanto, a briga entre os que abraçam a novidade e os que a rejeitam só tende a aumentar.

De onde veio esta notícia

Texto em português produzido com apoio de inteligência artificial a partir da publicação original de Gizmodo. Os fatos, números e nomes são os da fonte — se quiser conferir, o link abaixo leva ao original.

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