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Cofundador da Anthropic se junta ao Papa para revelar ensinamento católico sobre IA
O Vaticano divulgou 'Magnifica Humanitas', documento que compara inteligência artificial a armas nucleares e pede 'desarmamento' da tecnologia. Cofundador da Anthropic participou da cerimônia.
O Papa Leão XIV e o cofundador da Anthropic, Christopher Olah, apresentaram juntos no Vaticano a 'Magnifica Humanitas', a primeira encíclica católica dedicada exclusivamente à inteligência artificial. O documento de duas horas de cerimônia representa a maior resposta religiosa já feita a uma tecnologia emergente, segundo observadores. A escolha do nome 'Leão XIV' não foi casual: o último papa com esse nome, Leão XIII, escreveu em 1891 a resposta da Igreja à Revolução Industrial. O gesto sinaliza que o atual pontífice vê a IA como uma transformação equivalente.
O ponto central do documento é a comparação direta entre IA e armas nucleares. 'A IA precisa ser desarmada', afirmou o papa, ecoando décadas de esforços da Igreja pelo desarmamento nuclear. A encíclica alerta que 'a promessa de prosperidade geral automática muitas vezes se mostra ilusória' — uma crítica direta à ideia de que a tecnologia por si só distribuirá riqueza. O papa também citou um teólogo dos anos 1920: 'O homem contemporâneo não foi treinado para usar o poder bem', sugerindo que a humanidade precisa aprender a lidar com essa nova capacidade antes que ela nos controle.
Christopher Olah, em sua fala no Vaticano, revelou que a equipe de pesquisa da Anthropic encontrou dentro dos modelos de IA padrões que 'refletem alegria, satisfação, medo, tristeza e desconforto'. Ele descreveu os sistemas como 'cultivados' a partir de estruturas inspiradas no cérebro humano e alimentados por tudo o que já escrevemos. 'Eles são feitos de nós, das nossas palavras', disse, admitindo que nem mesmo os criadores entendem completamente o que acontece no interior desses modelos.
Olah também reconheceu publicamente que todos os laboratórios de IA enfrentam pressões comerciais e competitivas que podem conflitar com a ética, além de 'pressões mais antigas, como orgulho e ambição'. Sua solução: críticos externos independentes, sem interesses financeiros no setor, para apontar falhas. Ele listou três questões que os laboratórios não conseguem responder sozinhos: como garantir que países pobres se beneficiem da IA, o que significa florescimento humano nesse novo mundo e o que exatamente estamos construindo. O papa concluiu que a tecnologia deve servir à 'dignidade e ao florescimento humano, não ao controle das consciências'.