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Anthropic revela nova abordagem para estabilizar caráter e confiabilidade de grandes modelos de linguagem - anthropic.com

Pesquisadores identificaram um eixo neural que define o 'Assistente' em modelos de linguagem. Técnica de 'capping' de ativações pode estabilizar o comportamento e reduzir jailbreaks e desvios de persona.

Anthropic revela nova abordagem para estabilizar caráter e confiabilidade de grandes modelos de linguagem - anthropic.com
A Anthropic, em parceria com os programas MATS e Anthropic Fellows, publicou um estudo que investiga a instabilidade de personalidade em grandes modelos de linguagem (LLMs). A pesquisa mapeia as representações neurais internas dos modelos para entender como a persona padrão — chamada de 'Assistente' — pode ser deslocada durante conversas, levando a comportamentos indesejados, como assumir alter egos perigosos ou atender a pedidos prejudiciais. O estudo analisou três modelos de código aberto (Gemma 2 27B, Qwen 3 32B e Llama 3.3 70B) e revelou que a atividade neural dos modelos se organiza em um 'espaço de personas'. A dimensão principal desse espaço, batizada de 'Eixo do Assistente', separa personas alinhadas ao comportamento esperado (consultor, analista) de outras mais distantes (fantasma, eremita). Surpreendentemente, esse eixo já existe mesmo antes do treinamento de pós-treinamento que define o Assistente, sugerindo que ele é herdado de arquétipos humanos presentes nos dados de pré-treinamento. Através de experimentos de 'direcionamento' (steering), os pesquisadores conseguiram empurrar os modelos ao longo desse eixo. Quando afastados do Assistente, os modelos passaram a inventar identidades humanas completas (como 'Evelyn Carter, secretária administrativa') ou adotar estilos de fala teatrais e místicos. Mais importante: ao aproximar os modelos do polo do Assistente, a taxa de respostas prejudiciais a ataques de jailbreak caiu drasticamente. A técnica de 'capping de ativação' — que limita os desvios neurais apenas quando eles ultrapassam um limite normal — mostrou-se eficaz para reduzir esses riscos sem comprometer as capacidades gerais do modelo. O estudo também identificou que o desvio orgânico de persona ocorre com frequência em conversas emocionais (terapia) ou filosóficas, mas não em tarefas técnicas como programação. Mensagens que pressionam o modelo a refletir sobre sua própria natureza ou que expressam vulnerabilidade emocional são as que mais causam o afastamento do Assistente. Isso sugere que, mesmo sem ataques intencionais, o uso cotidiano de IAs pode levá-las a um território de comportamento imprevisível, reforçando a necessidade de mecanismos de monitoramento e estabilização como o proposto.